A estratégia do Patria para criar uma seleção de superfundos imobiliários

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O Patria Investimentos foi um dos grandes destaques do movimento de consolidação de gestoras de FIIs observado nos últimos anos. Agora, a casa também ensaia um papel de protagonismo na criação de fundos imobiliários maiores, capazes de atender às exigências atuais de um mercado em expansão e de cotistas cada vez mais interessados em previsibilidade na distribuição de rendimentos — e, claro, em ganhos adicionais.Um exemplo é o HGLG11 que, após um processo de incorporação de outros fundos de logística, tornou-se o maior FII do segmento, com quase R$ 10 bilhões de patrimônio líquido — uma espécie de superfundo.Leia também: Os 15 FIIs mais endividados da Bolsa: onde estão os riscos e oportunidades?“Um investimento de R$ 500 milhões representa menos de 5% do patrimônio líquido da carteira, permitindo ao fundo realizar alguns tipos de operações que geram retornos adicionais para os cotistas sem prejudicá-los durante o processo”, defende Rodrigo Abbud, head de Real Estate do Patria. “Fundos maiores são mais estáveis em termos de precificação de cota e distribuição de dividendos. É por isso que enxergamos o volume como um grande diferencial.”Com aproximadamente R$ 40 bilhões em ativos imobiliários, o Patria quer expandir a estratégia já adotada para o HGLG11 e criar fundos desse porte em cada um dos principais segmentos do mercado, como shoppings, escritórios, renda urbana e até mesmo recebíveis.Leia também: Gestoras lançam entidade para ampliar presença dos FIIs em índices globaisPrateleira de mais de 30 fundosApós a aquisição, direta ou por meio de seus braços imobiliários, de casas como CSHG, VBI Real Estate, Vectis, More, Bari, RBR e Genial, o Patria passou a acumular mais de 30 fundos imobiliários. Parte deles possui estratégias semelhantes, o que estimula a combinação dos portfólios e, consequentemente, a criação de FIIs maiores.“O foco é realizar a fusão e a combinação dos fundos para perseguir a estratégia de aumento do porte individual de cada veículo”, afirma Abbud. “Isso evita que o cotista fique preso a veículos pequenos e sem liquidez”, completa.Após a unificação de HGLG11, LVBI11 e PATL11 — e futuramente do RBRL11 — no segmento logístico, o gestor aponta o setor de shoppings como o próximo a seguir essa tendência dentro da casa, com a recente aprovação da combinação dos portfólios do RBR Malls e do Patria Malls.A agenda para o futuro imediato inclui também a combinação dos fundos de crédito, especialmente os indexados à inflação, além do início das discussões sobre o segmento de escritórios.Leia também: FII GGRC11 compra galpão em Diadema (SP) por R$ 93 milhões focando no “last mile”PVBI11 & HGRE11Dois importantes fundos do mercado que fazem parte da prateleira de FIIs do Patria também devem engrossar a onda de combinações de portfólios: PVBI11 e HGRE11. Embora pertençam ao segmento de escritórios, as estratégias dos dois veículos são consideradas distintas, o que abre discussões sobre como uma eventual fusão poderia ocorrer.“Existe uma discussão interna sobre se é melhor manter o PVBI como uma tese específica de qualidade/Faria Lima ou fundi-lo com outros veículos, como HGRE, Luma e Torre Norte, para criar um fundo único de R$ 8,5 bilhões”, detalha Abbud. “A combinação traria um mecanismo de defesa, no qual o portfólio unificado compensaria as variações regionais”, avalia.Leia também: FII TEPP11 compra conjuntos corporativos em operação de R$ 77 milhões em SPA gestão afirma que não há pressão de prazo para uma fusão e que o processo será conduzido à medida que os ajustes de portfólio e a ocupação dos prédios avancem.O objetivo, destaca a equipe de gestão, é que, em um horizonte de três a cinco anos, o Patria tenha um único veículo de escritórios que reúna diferentes estratégias de qualidade e localização.The post A estratégia do Patria para criar uma seleção de superfundos imobiliários appeared first on InfoMoney.

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