O Morgan Stanley acredita que os juros prefixados de curto prazo no Brasil vão subir rumo a 15% ao ano, após o Copom retirar do comunicado qualquer referência sobre o ritmo e a extensão do afrouxamento monetário. A tese é que o mercado ainda não precifica adequadamente o risco de alta de juros. “Com uma pausa agora oficialmente sobre a mesa, acreditamos que a curva de DI tende a embutir mais prêmios de alta, em direção a 100 pontos-base”, afirma o relatório. No nível atual de 14,715%, o DI Jan/29 já embute cerca de 46 pontos-base acima da Selic projetada para esse prazo, e o Morgan Stanley projeta que essa diferença deve crescer ainda mais.Apesar disso, o cenário base do banco é de Selic estável na reunião de agosto e retomada dos cortes apenas em dezembro, com a taxa encerrando 2026 em 14% ao ano e 2027 em 11,50%. Enquanto a curva não se ajusta a essa projeção, o Morgan recomenda apostar na alta do contrato de DI de janeiro de 2029, com alvo em 15% ao ano. Leia também: Tesouro IPCA+ passa de 8,5% e atinge recorde da série após Fed e CopomA maior preocupação dos economistas do banco recai sobre os juros de longo prazo, que sobem mais moderadamente nesta quinta. Eles avaliam que há apenas um cenário em que os juros longos recuam: uma mudança nas pesquisas eleitorais que aponte para maior disciplina fiscal após as eleições. “As taxas só vão ceder se as pesquisas eleitorais indicarem cenários favoráveis à consolidação fiscal; caso contrário, o balanço de riscos permanece inclinado para cima”, dizem em relatório a clientes nesta quinta.O Morgan não descarta completamente mais um corte em agosto caso os dados de inflação melhorem, mas avalia que o mais provável é uma pausa. O Copom revisou sua própria projeção de inflação para 3,7% no quarto trimestre de 2027, acima da meta de 3%, o que reforça a cautela.Leia também: “Deixar IPCA+8% de lado jamais”: onde investir na renda fixa após corte da Selic?The post Após Copom, juros de curto prazo devem saltar para 15%, aposta Morgan Stanley appeared first on InfoMoney.
