Após registrar seguidos anos de redução, a taxa de sindicalização no Brasil se manteve praticamente estável em 2025. Segundo informações do módulo “Características Adicionais do Mercado de Trabalho da PNAD Contínua divulgas nesta quarta-feira (23) pelo IBGE, a associação de trabalhadores a sindicatos ficou em 8,8% (9,1 milhões de pessoas) no ano passado, ante 8,9% dos ocupados em 2024.Essa estabilidade se deu após um aumento de 812 mil novos associados, em 2024, que interrompeu uma sequência de reduções. A taxa passou de 16,1% em 2012, para 11% em 2029, 9,2% em 2022, 8,9% em 2024 e 8,8% em 2025.O percentual de trabalhadores associados a sindicatos em cada região foi: Norte, 7,0%; Nordeste, 9,2%; Sul, 9,7%; Sudeste, 8,8%; e Centro-Oeste, 8,0%.Leia também: Bancários rejeitam nova proposta da Caixa, e greve nacional continuaA taxa de sindicalização também se manteve estável em todos os grupamentos de atividade na comparação de 2025 com 2024. O grupo com maior taxa de sindicalização permaneceu sendo o de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, (com 14,7%), seguido de perto pela Administração pública (14,6%). Em terceiro lugar veio a Indústria geral (11,4%). As menores taxas ficaram com os grupamentos Serviços domésticos (2,5%), Construção (3,6%) e Outros serviços (3,6%).Na comparação com 2012, houve diminuição da sindicalização em todos esses grupamentos. As maiores variações ocorreram em Transporte, armazenagem e correio, (redução de 12,4 p.p.); Administração pública e Indústria geral (ambas com menos 9,9 p.p.; e no grupo de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (diminuição de 9,6 p.p.).Ainda segundo o IBGE, entre a posição na ocupação e categoria do emprego, as taxas de sindicalização mais elevadas foram do empregado no setor privado com carteira de trabalho assinada, com 11,3%; o trabalhador familiar auxiliar, com 10,2%; e o empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar), com 18,4%.Por outro lado, o empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,3%) e o trabalhador doméstico (2,8%) registraram as menores coberturas.De 2024 para 2025, não houve variação, estatisticamente significativa, da taxa de sindicalização entre os trabalhadores em todas as categorias de emprego no trabalho principal.Entre os 9,1 milhões de trabalhadores sindicalizados no país, 38,2% tinham ensino superior completo; 37,7% ensino médio completo ou superior incompleto; 8,4% fundamental completo ou médio incompleto; e 15,7% sem instrução ou fundamental incompleto.The post Após quedas seguidas, taxa de sindicalização ficou estável em 2025, diz IBGE appeared first on InfoMoney.
