A queda do preço do bitcoin, desde que atingiu seu topo histórico, na casa dos US$ 122 mil, em outubro do ano passado, ainda não teria atingido seu fundo no atual ciclo. Nesta sexta-feira (24), por volta das 12h15, o bitcoin estava cotado a cerca de US$ 64 mil, quase metade do auge do seu valor.Em entrevista ao InfoMoney, durante a Expert XP, Alexandre Wolwacz, o Stormer, diz que o criptoativo pode ensaiar um primeiro repique até US$ 78 mil ou US$ 80 mil, mas pode voltar a cair em busca da faixa entre US$ 52 mil e US$ 53 mil antes de retomar uma trajetória consistente de alta.Segundo ele, a retração atual faz parte de um “inverno cripto normal”, com a realização de resultados por parte de investidores institucionais como um dos motores do movimento de baixa do ativo.Caminho até US$ 52 milPara Stormer, o Bitcoin ainda pode buscar a faixa entre US$ 52 mil e US$ 53 mil, região em que poderia formar o fundo deste ciclo. Entretanto, a queda não seria imediata: o analista já iniciou compras e prevê primeiro uma reação de curto prazo. “Eu estou começando algumas compras agora, até acho que tem um movimento de repique provável até 79, 78, 80 mil dólares”, revela.Depois desse repique, Stormer espera uma nova queda até a região em que pretende aumentar a exposição, o possível fundo do Bitcoin. Esse movimento pode ocorrer entre o fim de outubro e o começo de novembro, quando o Bitcoin poderá testar a região entre US$ 52 mil e US$ 53 mil. “Eu acho que chega até ali. Chegando ali vai ser o ponto que eu vou querer comprar mais forte”, afirma.Leia tambémExpert XP: Vamos melhorar o superávit “custe o que custar”, afirma DuriganMinistro da Fazenda afirmou que o compromisso fiscal é parte central do quebra-cabeça da economiaQueda dentro do cicloPara Stormer, essa forte queda não basta para caracterizar uma crise estrutural. Pelo contrário, o movimento preserva elementos recorrentes dos ciclos anteriores e, por isso, deve ser lido como uma fase de contração já conhecida. “Da maneira como eu tenho observado me parece ser um inverno de cripto normal, nada fora do movimento clássico e ciclo que ele apresenta”, afirma.Além disso, o calendário do próximo halving ocupa uma posição central nessa análise. Stormer projeta que o Bitcoin possa estabelecer um fundo próximo de US$ 52 mil por volta de outubro, quando faltariam aproximadamente 18 meses para o evento. A partir dessa região, o ativo teria condições de encerrar o período de baixa e reconstruir gradualmente uma tendência de alta.Rotação dos institucionaisSegundo Stormer, a presença de grandes investidores alterou a dinâmica do Bitcoin e ampliou a influência da rotação de recursos sobre o preço. Para ele, o criptoativo passou a ocupar um espaço relevante nas reservas mantidas por esses participantes. “Basicamente, a gente tem que entender que o Bitcoin funciona hoje como um núcleo de reserva de dinheiro e os institucionais entraram forte”, explica.Depois de acompanharem a valorização até o topo histórico, os investidores institucionais teriam aproveitado o avanço para reduzir posições e embolsar ganhos. Parte desse dinheiro teria sido direcionada a empresas ligadas à inteligência artificial, aos microchips e aos processadores, que passaram a concentrar o interesse do mercado norte-americano. “E essa realização deles, eles pegaram o dinheiro e levaram para outros universos ligados à tecnologia”, conta.Nesse sentido, a queda não seria explicada apenas por fatores internos do universo das criptomoedas. Ela também refletiria uma disputa por capital entre diferentes classes de ativos e teses de investimento. Portanto, o enfraquecimento do Bitcoin estaria ligado tanto à realização de lucros quanto à busca dos institucionais por retornos em segmentos que demonstravam maior força.Leia tambémExpert XP: Ajuste fiscal será “no amor ou na porrada”, diz Walter MacielEm painel sobre futuro dos mercaods, CEO da AZ Quest afirmou que alta dos gastos públicos exigirá correção e alerta para risco de crise caso o país siga ampliando despesas sem ajuste nas contasDinheiro pode voltarAgora, uma possível perda de força nas ações de inteligência artificial e semicondutores poderia alterar novamente a direção desses recursos. Caso os setores de tecnologia estejam próximos de formar um topo, Stormer considera provável uma rotação para ativos que ficaram para trás. Nesse cenário, o capital poderia deixar as empresas que lideraram os ganhos recentes e procurar novas oportunidades.Além disso, a realocação poderia beneficiar o mercado brasileiro e as criptomoedas quando os preços se aproximam das regiões projetadas para um fundo. Na avaliação de Stormer, o Bitcoin ocuparia posição relevante entre os possíveis destinos desse capital. Para ele, a lógica da reversão é direta. “O dinheiro sai de lá e volta para outros mercados, como o mercado brasileiro e como Bitcoin”, argumenta.The post Até que preço o bitcoin pode cair? Para Stomer, o piso atual pode ser US$ 52 mil appeared first on InfoMoney.
