Azul prevê recuperação mais demorada devido à pressão dos custos com combustível

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CIDADE DO MÉXICO, 20 Out (Reuters) – A ⁠companhia aérea brasileira Azul (AZUL3) prevê que sua recuperação ⁠demore mais do que se esperava inicialmente e mantém um plano ‌de crescimento cauteloso, disse o diretor financeiro Antonio Carlos Garcia à Reuters, já que os altos preços do combustível de aviação continuam pressionando as margens, ‌mesmo depois que a empresa saiu da recuperação judicial prevista no Chapter 11 no início deste ano.Leia tambémPesquisa eleitoral, petróleo, balanços da Netflix e SpaceX e mais destaques desta 3ªInfoMoney reúne as principais informações que devem movimentar os mercados nesta terça-feira (20)Futuros de NY operam mistos com perda de fôlego das ações de IA; Brent atinge US$ 111A estreia desastrosa de uma empresa sul-coreana de data centers reacendeu as preocupações sobre a sustentabilidade do forte ciclo de investimentos na tecnologiaA Azul ainda espera encerrar 2026 com uma capacidade cerca de 5% menor em relação ao ano anterior, refletindo uma estratégia que a companhia já havia adotado antes do mais recente impacto nos ⁠preços ‌do combustível, disse Garcia na noite de segunda-feira, à margem de uma ⁠conferência organizada pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e do Caribe.“Vemos uma recuperação em um estágio mais tardio do que antes”, disse Garcia, acrescentando que o cronograma pode se atrasar em um ano ou mais se os preços do combustível permanecerem elevados.A ​Azul reduziu a capacidade no segundo trimestre em mais de 10% em relação ao ano anterior, em resposta à alta nos preços dos ​combustíveis, com a expectativa de que um crescimento modesto da capacidade seja retomado a partir do quarto trimestre.Garcia disse que a Azul já está restabelecendo algumas frequências e colocando de volta em serviço aeronaves que estavam fora de operação, mas ressaltou que isso não deve ser ‌visto como uma expansão agressiva.A companhia aérea conseguiu repassar ​de 60% a 65% dos aumentos no preço do combustível de aviação aos clientes por meio das tarifas, acrescentou ele.A Azul saiu do Chapter 11 em fevereiro, após reestruturar ⁠seu balanço patrimonial, e ​informou em agosto que ​a dívida total havia caído para R$21,4 bilhões.Garcia disse que a Azul está se aproximando de ⁠um fluxo de caixa livre positivo ​operacionalmente, mas que a geração de caixa ainda está sendo prejudicada por pagamentos vinculados à reestruturação, tanto anteriores quanto posteriores ao processo do Chapter 11.A Azul também ​está se apoiando cada vez mais em setores de seu negócio além do transporte de passageiros, incluindo seu programa de ​fidelidade, serviços de viagem, ⁠operações de carga e manutenção, disse Garcia.Questionado sobre os rumores de uma maior consolidação na aviação ⁠latino-americana, Garcia disse que a Azul estava focada em “reestruturar” seus próprios negócios, em vez de avaliar possíveis acordos.No ano passado, a controladora da concorrente Gol, a , abandonou as negociações de fusão para unir as duas companhias aéreas, embora tenha deixado a porta aberta para retomar as discussões no futuro.The post Azul prevê recuperação mais demorada devido à pressão dos custos com combustível appeared first on InfoMoney.

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