A Azzas 2154 (AZZA3) confirmou, em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que contratou o Itaú BBA como assessor financeiro para avaliar potenciais oportunidades estratégicas envolvendo a companhia, suas controladas e ativos.Segundo a empresa, o escopo da contratação é preliminar e exploratório, com foco em análises econômico-financeiras e em possíveis estruturas para alternativas que possam vir a ser identificadas. A companhia ressaltou, no entanto, que não há qualquer decisão tomada sobre eventual operação, incluindo uma possível cisão entre os sócios.Leia tambémRD Saúde (RADL3) define data de pagamento de proventos no valor de R$ 140,7 milhõesProventos foram aprovados em setembroMovida aprova novo programa para recompra de até 15% das açõesO percentual equivale a até 27,9 milhões de açõesA Azzas afirmou ainda que, até o momento, não existe definição sobre implementação, termos, estrutura ou viabilidade de qualquer transação potencial.Momento delicadoOs últimos dias têm sido complicados para as ações da Azzas, depois que o acionista Roberto Jatahy apresentou em 12 de maio um pedido judicial contra mudanças envolvendo a marca Reserva, o que voltou a trazer à tona possíveis disputas internas entre os principais acionistas da varejista.O episódio reforçou preocupações sobre possíveis divergências internas entre os dois principais acionistas da companhia.Em 13 de maio, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou a manutenção da estrutura organizacional e do modelo operacional vigentes até 22 de abril de 2026 nas unidades de vestuário feminino e masculino. Além disso, Roberto Jatahy deverá ser mantido no cargo de Chief Brand Officer (CBO) e assumirá interinamente a gestão dessas unidades de negócio.Para o JPMorgan, o mercado vinha interpretando que o ambiente interno da companhia estava mais pacificado, o que poderia abrir espaço para melhora de execução operacional e captura de sinergias após a fusão. No entanto, a nova disputa judicial reforça uma visão mais conservadora sobre a trajetória de recuperação de resultados da companhia.O JPMorgan avalia que questões de governança interna podem dificultar mudanças estratégicas e operacionais dentro da empresa. Com isso, o banco manteve recomendação neutra para as ações da Azzas 2154, com preço-alvo de R$ 24,50.The post Azzas (AZZA3) confirma contratação do Itaú BBA, mas nega cisão appeared first on InfoMoney.
