Banco da Inglaterra mantêm juros em 3,75%, mas mais membros apoiam alta

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LONDRES, ⁠30 de julho (Reuters) – O Banco da Inglaterra manteve as taxas ⁠de juros inalteradas nesta quinta-feira, conforme esperado, mas um terceiro membro da autoridade monetária defendeu ‌um aumento nos juros devido ao recrudescimento do conflito entre os Estados Unidos e o Irã.A decisão de manutenção dos juros em 3,75% de seu por 6 votos a 3, ‌em vez da divisão de 7 a 2 esperada pela maioria dos economistas consultados pela Reuters.Catherine Mann — que expressou reservas sobre a postura da política monetária no início deste mês — juntou-se a Megan Greene e ao economista-chefe Huw Pill ao votar a favor de um aumento para 4%.O restante do Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra, no entanto, não demonstrou pressa em ⁠aumentar ‌os juros, mantendo a abordagem de esperar para ver do presidente Andrew Bailey, que espera que ⁠isso garanta que a inflação não ultrapasse em muito a meta de 2% neste ano.“Manter a taxa básica de juros inalterada é apropriado, já que as condições globais parecem estar mais incertas e inflacionárias, enquanto as condições domésticas são, em geral, mais favoráveis no que diz respeito às perspectivas de inflação”, disse Bailey.Se o Banco da Inglaterra ​continuar a manter os juros inalterados, isso será um alívio para o novo primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, que priorizou medidas relacionadas ao custo de vida, incluindo a ​eliminação de um imposto sobre as contas de energia elétrica das residências — medida que, segundo o Banco da Inglaterra, ajudaria a reduzir a inflação em um décimo de ponto percentual.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta quintaFuturos nos EUA avançam com balanços de tecnologia e busca por recuperaçãoNas previsões publicadas nesta quinta-feira, a projeção central do Banco da Inglaterra — que pressupõe que os preços da energia evoluam basicamente conforme as expectativas do mercado e que haja apenas repercussões limitadas ‌dos altos custos da energia sobre os salários e a ​fixação de preços — indicou que a inflação subirá para 3,2% no final deste ano, partindo de uma mínima de 2,6% em junho — a menor em 15 meses —, e permanecerá acima da meta até o início de 2028, quando ⁠cairá para menos de 2%.Essa é ​uma perspectiva de inflação ​mais moderada do que nas últimas previsões trimestrais completas do Banco do Inglaterra, divulgadas em abril, mas semelhante ao que ⁠foi previsto em junho.No entanto, esse cenário se ​baseia nas expectativas dos mercados financeiros de que o Banco da Inglaterra aumentará os juros no último trimestre de 2026 e novamente em 2027, em contraste com a expectativa da maioria dos economistas consultados pela ​Reuters de que a autoridade monetária britânica conseguirá evitar novo aperto monetário.Embora o Banco Central Europeu tenha aumentado as taxas de juros em junho, Bailey afirmou ​que o Banco da Inglaterra ⁠pode se dar ao luxo de manter os juros inalterados, já que reduziu as taxas em menor magnitude antes que o ⁠conflito entre os EUA e o Irã, no final de fevereiro, fechasse o Estreito de Ormuz para a maioria das exportações de petróleo.O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, mas três membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Fed, afirmaram que teriam preferido um aumento de 0,25 ponto. O chair do Fed, Kevin Warsh, disse que não tem “nenhuma tolerância” para a ​inflação.The post Banco da Inglaterra mantêm juros em 3,75%, mas mais membros apoiam alta appeared first on InfoMoney.

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