BBA vê Hapvida longe de recuperação completa e prega cautela apesar de alta recente

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O Itaú BBA avalia que a Hapvida (HAPV3) passa por um processo de ajuste relevante, com avanços recentes na gestão, mas ainda distante de uma recuperação completa dos resultados. Após um terceiro trimestre abaixo do esperado e um quarto trimestre ainda mais desafiador, a companhia viu suas ações reagirem, subindo aproximadamente 42% no mês, mesmo em meio a pressões operacionais e financeiras. Às 11h47, as ações caem 4,98%, a R$ 12,40.Nos últimos meses, a família controladora aumentou sua participação na empresa, houve mudanças relevantes na gestão e um acionista minoritário passou a pressionar por maior independência no conselho. Ao mesmo tempo, as debêntures da companhia sofreram pressão no mercado secundário, refletindo preocupações com o fluxo de caixa, parcialmente amenizadas por sinais iniciais de possíveis desinvestimentos em regiões não estratégicas.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai, interrompe rali e perde os 198 mil pontosBolsas dos EUA operam mistas em meio a discussões sobre fim da guerra com o IrãItaú BBA corta recomendação de BB Seguridade e Caixa Seguridade e ações caemBanco avalia que o setor de seguros deve ter um início de ano mais fraco em termos operacionaisO banco destaca que o ambiente competitivo em São Paulo segue desafiador, com perda de participação de mercado tanto em produtos regionalizados quanto nacionais, pressionada por menor capilaridade da rede e diferenciação de preços pouco eficiente. Na avaliação de analistas, o atual cenário tende a manter pressão sobre o ticket médio, enquanto o custo por beneficiário deve seguir elevado no curto e médio prazo, diante dos investimentos em expansão da rede e melhora de percepção de qualidade.Por outro lado, o BBA disse que há fatores que podem mitigar essas pressões. A companhia avalia fechar capacidades ociosas e aumentar o uso de redes terceirizadas, potencialmente mais eficientes do que o modelo verticalizado atual. Além disso, uma reformulação da oferta para pequenas e médias empresas pode melhorar a qualidade das novas adesões e aliviar margens.Ainda assim, o Itaú BBA projeta que a sinistralidade deve permanecer elevada ao longo de 2026, próxima ao nível observado no segundo semestre de 2025, com apenas leve melhora no início do ano.Com crescimento mais lento de receita, menor alavancagem operacional, continuidade de investimentos comerciais e impacto de multas regulatórias, o banco estima lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de R$ 2,5 bilhões, revisão negativa de 20% em relação às projeções anteriores.Diante das margens pressionadas, o fluxo de caixa livre também deve permanecer limitado. Considerando despesas com arrendamentos de cerca de R$ 600 milhões, investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões e elevado custo financeiro, a expectativa é de leve aumento da dívida líquida ao longo de 2026.O Itaú BBA também cita potenciais desinvestimentos, incluindo ativos na região Sul e em Minas Gerais, como forma de reforçar o balanço. Apesar dessas regiões não serem os principais responsáveis pela deterioração recente dos resultados, a venda poderia trazer algum alívio financeiro. Ainda assim, há baixa visibilidade sobre o timing e a probabilidade dessas operações.O Itaú BBA mantém recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) para a Hapvida, com preço-alvo de R$ 15 por ação ao fim de 2026, refletindo cautela com a trajetória de recuperação no curto prazo.The post BBA vê Hapvida longe de recuperação completa e prega cautela apesar de alta recente appeared first on InfoMoney.

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