O Bradesco BBI revisou suas projeções para o setor de papel e celulose, adotando uma postura mais seletiva para o setor e apontando que uma melhora no curto prazo não elimina desafios estruturais. A Suzano (SUZB3) segue com recomendação equivalente à compra, enquanto a Klabin (KLBN11) foi rebaixada para neutra. Os analistas do banco apontam que a Suzano permanece como sua principal escolha e única recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) entre as produtoras de celulose de sua cobertura, embora tenha reduzido o preço-alvo de R$ 73,00 para R$ 59,00 por ação para o fim de 2027. Para os analistas, a companhia está mais bem posicionada para atravessar um ambiente estruturalmente mais desafiador devido à sua liderança de custos e à esperada inflexão da geração de caixa em 2027. “Projetamos geração de caixa de R$ 8,8 bilhões, equivalente 15% do valor de mercado da companhia, ou 10% excluindo ganhos com derivativos, acompanhado de redução da alavancagem de 3,3 vezes no 2T26 para 2,8 vezes ao fim de 2027”, avalia. Para a Klabin, o banco rebaixou a recomendação de outperform para neutra e reduziu o preço-alvo de R$ 24,00 para R$ 21,00, após a valorização acumulada das units e a redução de 11% em sua estimativa de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) para 2027, para R$ 8,0 bilhões. Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terçaÍndices futuros dos EUA avançam em meio à nova queda do petróleoApesar da melhora na alocação de capital, do mix mais favorável de papéis e da recuperação do mercado de kraftliner, o múltiplo de 7,1 vezes (x) o EBITDA estimado para 2027 sugere uma relação entre risco e retorno mais equilibrada, enquanto a geração de caixa limitada deverá manter a desalavancagem gradual. A equipe de análise, com uma visão mais cautelosa para o mercado de celulose, reduziu em 14% as estimativas agregadas de EBITDA para 2027. “No curto prazo, o cenário melhorou com a retomada das compras chinesas, estoques baixos nas fabricantes de papel e recomposição antes do 4T26, permitindo a implementação dos reajustes de setembro e abrindo espaço para uma nova alta de US$ 20 por tonelada em outubro”, afirmou.No longo prazo, contudo, a expansão da produção integrada de celulose na China, a sobrecapacidade no mercado de papel e a entrada de novos projetos devem manter a oferta acima do crescimento da demanda. “Assim, reduzimos nossa estimativa para a celulose de fibra curta em 2027 de US$ 605 para US$ 584 por tonelada e a premissa de longo prazo de US$ 600 para US$ 570 por tonelada”, apontou. Fora do segmento de celulose, o BBI mantém recomendação de compra para a Dexco (DXCO3), com preço-alvo de R$ 7,00, apoiados pelo valuation atrativo, pela exposição à queda dos juros e pela melhora esperada da geração de caixa. A ação negocia a 4,6 vezes o EBITDA projetado para 2027, e os analistas estimam redução da alavancagem de 2,7 vezes no 2T26 para 2,0 vezes ao fim de 2027.The post BBI reduz projeção, rebaixa Klabin e tem Suzano como única compra em papel e celulose appeared first on InfoMoney.
