O investidor brasileiro que quer se expor à tese de terras raras ganhou nesta sexta-feira (26) um novo caminho para o investimento. A Investo lançou na B3 o RARA11, primeiro ETF de terras raras e metais estratégicos listado na Bolsa brasileira. O fundo replica o VanEck Rare Earth & Strategic Metals ETF (REMX), negociado na Bolsa de Nova York, que reúne mais de 30 empresas globais especializadas na produção, refino e processamento de minerais críticos.A taxa de administração é de 0,5% ao ano e o rebalanceamento da carteira acontece a cada três meses. O índice de referência do RARA11 só aceita empresas que tenham pelo menos metade da receita relacionada à atividade de terras raras e metais estratégicos. A ideia é evitar a diluição da teses em grandes conglomerados de mineração. Entre as geografias que o ETF está exposto estão China, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Chile, Holanda, Brasil, Alemanha, Cazaquistão e França.São encontrados nas terras raras 17 elementos – como neodímio, ítrio e lítio – essenciais para tecnologias que vão do smartphone ao aparelho de ressonância magnética. Eles são primordias para tecnologias como carros elétricos, turbinas eólicas e motores industriais e, por isso, têm sido cada vez mais demandados. Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda por terras raras deve crescer mais de 30% até 2030. “O lançamento do RARA11 permite que o investidor brasileiro tenha acesso a uma tese estrutural de longo prazo, conectada à transição energética, à segurança das cadeias globais de suprimentos e ao avanço tecnológico mundial. Estamos falando de matérias-primas indispensáveis para setores que devem concentrar investimentos trilionários nas próximas décadas”, afirma Cauê Mançanares, CEO da Investo.The post Bolsa brasileira ganha seu primeiro ETF de terras raras appeared first on InfoMoney.
