Bolsa tomba 13,88% após vitória de Lula e registra uma das maiores quedas da história

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O Ibovespa fechou em forte queda nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo. A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um resultado contrário às expectativas que vinham sendo precificadas pelo mercado nas últimas semanas, provocou uma reação intensa dos investidores. A Bolsa brasileira desabou 13,88%, a 176.608,23 pontos.A dimensão do movimento chama a atenção diante do histórico de quedas do mercado acionário brasileiro. Levantamento da Elos Ayta mostra que a maior queda da série ocorreu em 10 de setembro de 1998, quando o índice recuou 15,83%, em meio à crise financeira russa e à fuga de capitais dos mercados emergentes. A segunda maior perda foi registrada em 27 de outubro de 1997, com baixa de 14,98%, durante a crise asiática.Leia tambémIbovespa Ao Vivo: Ibovespa desaba 15% após reeleição de Lula e circuit breakerB3 acionou mecanismo de circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020, durante a pandemiaCommodities devem superar mercado após eleição; JPMorgan destaca SUZB3, VALE3 e GGBR4Com expectativa de desvalorização do real, banco aposta em exportadoras de commodities para superar o mercado brasileiroPandemia concentrou quatro das dez maiores quedasA pandemia de Covid-19 responde por quatro dos dez maiores recuos diários do Ibovespa, todos registrados em março de 2020, em um intervalo de apenas oito pregões. Em 12 de março, o índice caiu 14,78%. No dia 16, recuou 13,92%. Em 9 de março, a baixa havia sido de 12,17%, enquanto, em 18 de março, chegou a 10,35%.Naquele período, o avanço da pandemia, as restrições à circulação de pessoas e o temor de uma recessão global provocaram forte aversão ao risco. A turbulência foi agravada pela guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia, que ampliou a pressão sobre os mercados financeiros.A concentração de quatro quedas expressivas em poucos pregões evidencia a intensidade da crise e a velocidade com que a deterioração das perspectivas econômicas se refletiu nos preços dos ativos.Crises asiática e financeira também pressionaram a BolsaAlém da queda de outubro de 1997, a crise asiática provocou um recuo de 10,20% do Ibovespa em 12 de novembro daquele ano.Em 2008, a crise financeira internacional, agravada pela quebra do banco Lehman Brothers, esteve associada a perdas de 11,39% em 15 de outubro e de 10,18% em 22 de outubro. Naquele segundo pregão, o anúncio de uma proposta de estatização dos fundos privados de pensão na Argentina ampliou a instabilidade nos mercados emergentes e intensificou as vendas de ações brasileiras.Os episódios reforçam como crises de liquidez, fuga de capitais e mudanças abruptas na percepção de risco global podem provocar movimentos intensos na Bolsa brasileira, mesmo quando os fatores que desencadeiam a turbulência estão fora do país.Episódio político doméstico aparece entre as maiores quedasEntre as dez maiores perdas diárias consideradas no levantamento, apenas uma esteve diretamente associada a um episódio político doméstico. Em 5 de setembro de 1994, o Ibovespa recuou 10,50% após a repercussão das declarações do então ministro da Fazenda, Rubens Ricupero, no episódio conhecido como escândalo da parabólica, que gerou incertezas sobre a continuidade do Plano Real.O levantamento da Elos Ayta indica que, embora acontecimentos políticos nacionais possam provocar oscilações expressivas, as maiores quedas históricas do Ibovespa estiveram predominantemente associadas a crises internacionais.The post Bolsa tomba 13,88% após vitória de Lula e registra uma das maiores quedas da história appeared first on InfoMoney.

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