B&T XP fica em 3º no G20 da XP e mira faturamento de R$ 500 milhões

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Nascida como corretora de câmbio no Rio de Janeiro, em 1993, a B&T XP conquistou o terceiro lugar no G20 e o primeiro no E20, rankings do Brazil Advisor Awards 2026, realizado durante a Expert XP, em julho. Após movimentar mais de R$ 156 bilhões em operações nos últimos três anos, a empresa pretende ampliar sua atuação entre pequenas e médias empresas (PMEs) e atingir a meta de faturamento de R$ 500 milhões em cinco anos.A companhia atribui os resultados à experiência acumulada no mercado de câmbio e à parceria com a XP, formalizada em 2024. Para Túlio Portella, CEO da B&T XP, a integração permitiu ampliar a oferta de produtos financeiros e aproveitar o relacionamento construído com clientes empresariais.Leia também: “Pão quente”: a receita da Magno Investimentos para liderar ranking de atendimentoTúlio, CEO da B&T XP, ao lado do pai, seu xará e fundador do escritório, e Roberta: eficiência na migração para o ecossistema XP (Foto: Divulgação/B&T XP)De corretora de câmbio a assessoria da XPFundada em 1993 como empresa familiar, a B&T iniciou suas atividades como corretora de câmbio regulada pelo Banco Central. Ao longo das décadas seguintes, expandiu suas operações e chegou a disputar a liderança nacional do segmento em volume transacionado.Com o amadurecimento do negócio, a direção passou a avaliar alternativas para diversificar as fontes de receita. A possibilidade de transformar a corretora em banco foi considerada, mas os investimentos que seriam necessários levaram a companhia a buscar outro modelo.As conversas com a XP começaram em meados de 2022. Após aproximadamente um ano e meio de negociações, a parceria foi formalizada em 2024, permitindo à B&T ampliar a oferta de produtos e serviços financeiros.A integração envolveu a migração de clientes, a adaptação dos profissionais e mudanças operacionais. Segundo Portella, o primeiro ano foi dedicado principalmente à continuidade dos negócios e à preservação dos relacionamentos comerciais.No primeiro ciclo na rede XP, a B&T conquistou reconhecimento por sua atuação em câmbio. No ciclo de 2025 a 2026, alcançou o primeiro lugar no E20, voltado ao segmento Empresas, e a terceira posição no G20, ranking de desempenho entre assessorias da rede.“A gente teve uma eficiência muito grande na migração, no tombamento, na virada para trazer o que a gente já fazia para dentro do ecossistema”, afirma o CEO.Leia também: Ela superou um câncer e, perto dos 50 anos, virou consultora de investimentosR$ 156 bilhões em três anosNos últimos cinco anos, a B&T informa ter realizado mais de 313 mil operações, com volume financeiro superior a R$ 245 bilhões. No recorte dos últimos três anos, foram mais de 190 mil operações, R$ 156 bilhões movimentados e mais de 7 mil novos clientes. A presença geográfica passou de três para cinco estados brasileiros, além da atuação nos Estados Unidos.A assessoria de investimentos ainda representa uma parcela menor das atividades do escritório. Segundo Portella, os recursos sob custódia estão próximos de R$ 400 milhões, e a projeção é de alcançar entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões até o fim de 2026.O executivo relata que, em determinados meses, a B&T respondeu por aproximadamente 7% a 8% do volume de câmbio do Banco XP. Segundo ele, essa participação varia conforme o período.Leia também: Da Disney ao BankBoston e R$ 1 bi sob custódia: a carreira de André Osowski200 empresas captadas por mêsA atuação com pessoas jurídicas (PJs) ocupa posição central na estratégia da B&T XP. Atualmente, a companhia mantém mais de 4 mil clientes empresariais com contas abertas na XP, entre empresas da carteira histórica e novos negócios.“A gente consegue trazer 150, 200 empresas por mês”, diz Roberta Folgueral, diretora comercial da B&T XP, que atribui o resultado à experiência da equipe no atendimento a importadores, exportadores e outros participantes do comércio internacional. A base empresarial também participa do desenvolvimento de funcionalidades bancárias da XP. De acordo com os executivos, clientes da B&T foram envolvidos em testes de serviços como emissão de boletos e cartões de crédito para pessoas jurídicas.Portella considera que a experiência da equipe, a carteira existente e a integração à XP contribuíram para o desempenho na premiação.Leia também: Após dobrar equipe, Requin foca em consultoria e mira R$ 2,5 bilhões em custódiaConhecimento regulatório A B&T XP pretende utilizar a experiência no mercado de câmbio para ampliar o relacionamento com clientes empresariais. Segundo Roberta, o atendimento envolve não apenas a negociação de moedas e taxas, mas também questões regulatórias, contábeis e jurídicas relacionadas às operações internacionais.Uma operação de importação ou exportação, por exemplo, pode exigir conhecimento sobre regras do Banco Central, registros contábeis e obrigações das empresas. Segundo Roberta, a proposta é auxiliar as empresas na compreensão dessas operações e de seus possíveis desdobramentos.“Qual é o desdobramento no balanço? Como ele pode se comprometer com o Banco Central? Por que que o Banco Central tá pedindo tudo aqui?”, diz a diretora, ao exemplificar dúvidas dos clientes que a B&T consegue responder, graças à sua experiência anterior no segmento de câmbio. Com a parceria com a XP, a B&T passou a oferecer acesso a serviços bancários e produtos de investimento, além das operações de câmbio que marcaram sua trajetória.Leia também: R$ 9 bi em 15 anos: os pilares da estratégia de crescimento da Inove InvestimentosServiços financeiros para PMEsA próxima etapa da estratégia concentra-se nas pequenas e médias empresas, especialmente aquelas que possuem necessidades financeiras mais complexas, mas não contam com estruturas internas semelhantes às de grandes companhias.Portella identifica oportunidades entre empresas com faturamento anual de R$ 50 milhões a R$ 500 milhões. Na avaliação do executivo, parte desse público encontra dificuldades para acessar determinados serviços financeiros disponíveis às grandes corporações. “Entendo que a gente consiga fazer aqui para PJ pequena e média o que a XP fez para o investidor pessoa física no Brasil”, avalia Portella.A proposta inclui oferecer suporte técnico à gestão financeira das empresas, em um modelo que o executivo compara ao conceito de CFO as a Service, expressão utilizada para serviços terceirizados de direção financeira.Nesse formato, a B&T pretende complementar o trabalho dos responsáveis pelas finanças das PMEs, com atendimento relacionado a câmbio, investimentos, gestão de recursos e outras demandas empresariais.Leia também: Como a W1 virou a melhor assessoria do ano e agora planeja formar 3 mil assessoresExpansão comercial e custódiaPara os próximos cinco anos, a B&T XP estabeleceu um plano de expansão que prevê aumentar em 200% a equipe comercial e alcançar faturamento de R$ 500 milhões no período.A companhia também pretende conquistar mais 10 mil clientes, elevar os recursos sob custódia de cerca de R$ 400 milhões para R$ 4 bilhões e ampliar sua presença de cinco para oito estados brasileiros, mantendo a atuação nos Estados Unidos.O planejamento inclui ainda o desenvolvimento de uma cultura de partnership, modelo que busca aproximar os profissionais dos resultados e da participação no negócio.Segundo Portella, a expansão deverá combinar a conquista de clientes com a ampliação dos serviços oferecidos à carteira atual. A estratégia prevê aproveitar os relacionamentos estabelecidos no mercado de câmbio para desenvolver outras frentes de atuação financeira.“Nesses últimos dois anos o nosso trabalho foi dedicado a fazer essa migração de clientes de forma correta, organizada, para que depois a gente pudesse oferecer toda a completude do ecossistema para esses clientes que já estão conosco”, conclui Portella.Leia também: Consultoria XP celebra um ano e define estratégia para chegar aos R$ 100 bi em 2027The post B&T XP fica em 3º no G20 da XP e mira faturamento de R$ 500 milhões appeared first on InfoMoney.

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