O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) segue no radar dos analistas de mercado, que revisaram suas visões sobre as ações da varejista, na maior parte das vezes colocando os ativos em revisão ou deixando de cobrir os ativos. Este último foi o caso do Goldman Sachs, que deixou de cobrir as ações após o pedido de RJ; a recomendação anterior era de venda, com preço-alvo de R$ 1. A XP Investimentos, também após os números do segundo trimestre de 2026 considerados fracos e, diante da incerteza sobre a continuidade operacional da companhia, colocou sua recomendação e preço-alvo para as ações da varejista “em revisão”. Na mesma linha, o Itaú BBA encerrou a cobertura ativa do papel BHIA3 e colocou a recomendação, preço-alvo e estimativas “Em Revisão”. A última recomendação publicada foi Market Perform (desempenho em linha com o mercado, equivalente à neutra), com preço-alvo de R$ 1,00 para o final de 2027.Já o Morgan Stanley segue com recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda), com preço-alvo de R$ 1,25, o que representaria uma alta de 184% em relação ao fechamento da véspera, quando fechou a R$ 0,44. Na mesma linha, em sua cobertura, o Safra manteve a classificação underperform (desempenho abaixo da média, equivalente à venda) para as ações BHIA3. O relatório indicava preço de mercado de R$ 0,66 e preço-alvo de 12 meses de R$ 1,20, com base nas premissas e metodologias próprias da instituição.Conforme destaca o Safra, segundo a companhia, a recuperação judicial foi necessária diante da restrição de liquidez e do fracasso de alternativas de financiamento estruturadas anteriormente. O grupo afirmou que pretende manter suas operações físicas e digitais durante o processo de reorganização.“A recuperação judicial faz parte de uma reorganização do passivo da empresa de forma mais ampla”, afirmou Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia.Leia também: Casas Bahia em recuperação judicial: o que muda para os consumidores?A recuperação judicial ocorre paralelamente à segunda fase do Plano de Transformação, que prevê o redimensionamento da companhia para uma escala compatível com sua capacidade de geração de retorno. A primeira medida anunciada foi o fechamento de 298 lojas de baixo desempenho, o equivalente a aproximadamente 30% da base de unidades. A empresa também prevê uma redução estrutural de custos e despesas.Leia também: Quem afundou a Casas Bahia: Juros, dívida, bets ou erros de estratégia?A estratégia representa uma mudança de prioridade. Em vez de perseguir crescimento de vendas a qualquer custo, a companhia pretende concentrar recursos nas atividades com maior capacidade de geração de caixa e retorno sobre o capital empregado.“A redução da operação pode contribuir para diminuir a necessidade de capital, mas a implementação do plano ocorrerá em um ambiente de elevada incerteza. A recuperação judicial adiciona complexidade à renegociação das dívidas e à preservação das relações com fornecedores e demais credores”, destaca o Safra. The post Casas Bahia: ações BHIA3 entram em revisão, venda ou têm cobertura encerrada após RJ appeared first on InfoMoney.
