Cedo ou tarde demais? 7 motivos para mulheres planejarem a aposentadoria agora

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Para algumas mulheres, a aposentadoria parece distante demais para entrar nos planos. Para outras, o receio é ter passado da idade de começar. Flávia Lanat, fundadora da startup de educação financeira para mulheres Manas Investem, identifica essas duas percepções nas conversas com seu público. De acordo com ela, as mais jovens acham cedo para pensar no assunto, enquanto as mais maduras temem ter perdido o momento de se preparar.Segundo especialistas, a questão merece atenção em todas as fases da vida. Diferenças de remuneração, pausas na carreira para cuidar da família e uma vida, em média, mais longa entram nessa conta.Veja sete motivos para colocar a aposentadoria no planejamento agora:1. Uma vida mais longa exige olhar mais longeA longevidade amplia o período para o qual será necessário planejar despesas e fontes de renda. Segundo dados de 2024 do IBGE, uma mulher que chega aos 60 anos tem expectativa de viver mais 24,2 anos. Para um homem da mesma idade, são mais 20,8 anos.“Quem vive mais tem mais anos de aposentadoria para sustentar sem o dinheiro do salário que recebia quando tava ativa no mercado de trabalho”, explica Flávia.Por isso, o planejamento precisa considerar não apenas quando a mulher pretende se aposentar, mas também como deseja viver e quais despesas poderá ter nas décadas seguintes.Para Carice Weber, diretora executiva corporate da MAG Seguros, esse olhar deve partir da realidade individual. “É importante que a gente olhe para cada pessoa, entenda o momento que ela tá vivendo”, orienta.Leia também: Mais brasileiras 60+ vivem sozinhas; veja como proteger patrimônio e autonomia2. A diferença de remuneração afeta a capacidade de pouparA construção de patrimônio começa com o dinheiro disponível no presente. Só para se ter uma ideia, a remuneração média feminina é 21,3% inferior à masculina nas empresas privadas com 100 ou mais empregados, de acordo com relatório divulgado em abril deste ano pelos ministérios do Trabalho e Emprego e das Mulheres.A diferença também aparece na previdência privada aberta. Pesquisa da Susep (Superintendência de Seguros Privados), órgão que fiscaliza o segmento, com dados de 2024 registrou contribuição média de R$ 13.187 entre mulheres e de R$ 17.218 entre homens, cerca de 30% maior no público masculino. O levantamento não identifica as causas dessa distância, mas ajuda a dimensionar a desigualdade nos valores destinados aos planos.3. Pausas na carreira podem interromper os aportesCuidar dos filhos ou dos pais idosos pode exigir um afastamento do trabalho. Quando a pausa vem acompanhada da perda de renda, os aportes para a aposentadoria também podem ficar pelo caminho e serem pausados.Por isso, a conversa familiar precisa ir além de pagar as contas durante o afastamento. Também deve incluir o efeito dessa decisão sobre o patrimônio de quem cuida. “Alguém vai ter que cuidar dos filhos, alguém vai ter que cuidar dos pais idosos, mas a gente precisa conversar sobre isso”, defende Flávia.Leia mais: Pausar a carreira para cuidar da família: quem protege o futuro da mulher?4. Recusar uma promoção também pode ter um custoNem toda interrupção no crescimento profissional envolve deixar o emprego. Flávia menciona situações em que mulheres recusam promoções para conciliar o trabalho com a rotina familiar.“Se você tá declinando promoção, você tá declinando uma chance de estar ganhando mais”, destaca. A decisão pode fazer sentido naquele momento, mas seu efeito financeiro merece entrar na conversa: a renda que deixa de crescer também pode limitar os recursos disponíveis para investir e construir patrimônio.5. O apoio aos pais pode continuar na aposentadoriaA saída do mercado de trabalho não encerra necessariamente as responsabilidades financeiras com outros familiares. Quem ajuda os pais idosos precisa considerar que esse apoio pode continuar justamente quando a própria renda mudar.Flávia relacionou essa responsabilidade ao tamanho dos recursos necessários para o futuro. “Se você chegar lá e os seus pais precisarem de você, isso quer dizer que […] a sua reserva para aposentadoria vai ter que ser maior”, explicou. O ponto é incluir essas despesas no planejamento, em vez de considerar apenas os gastos individuais.Leia também: Por que jovens trabalhadores terão de poupar mais cedo para a aposentadoria6. A renda futura precisa ser pensada como um conjuntoO planejamento deve considerar quais fontes de renda estarão disponíveis e como elas se relacionam com as despesas esperadas. Flávia defende olhar para a aposentadoria como um conjunto que pode envolver INSS, previdência privada e outros investimentos, conforme as condições financeiras e os objetivos de cada pessoa.Carice Weber, diretora executiva corporate da MAG Seguros, também destaca essa visão mais ampla. “É preciso falar de um plano completo, seja quando a gente é jovem, seja quando tem um pouco mais de idade”, ressalta. A combinação depende do momento de vida e dos recursos disponíveis; não existe uma composição única para todas as mulheres.7. Proteger o presente ajuda a preservar o patrimônio futuroUma doença ou um acidente pode pressionar o orçamento e exigir o uso do dinheiro que estava reservado para a aposentadoria. Por isso, Carice reforça a atenção à proteção de quem está formando patrimônio, além dos aportes para o longo prazo.“O seguro de vida ajuda você a proteger aquele patrimônio que você está construindo para sua aposentadoria”, explica Flávia. Essa proteção depende das coberturas contratadas e das condições do produto. Ao avaliar um seguro, é necessário entender quais acontecimentos dão direito à indenização e como o recurso pode ajudar diante de um imprevisto.Tem alguma dúvida sobre o tema? Envie para leitor.seguros@infomoney.com.br que buscamos um especialista para responder para você!The post Cedo ou tarde demais? 7 motivos para mulheres planejarem a aposentadoria agora appeared first on InfoMoney.

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