A Confederação Geral do Trabalho da República da Argentina (CGT) aproveitou o aniversário de nascimento do líder populista Juan Domingo Perón para realizar nessa quinta-feira (8) em Bueno Aires uma marcha “em defesa da indústria nacional” e fazendo duras críticas ao governo de Javier Milei. Uma curiosidade é que os sindicalistas usaram como chamariz um cartaz inspirado na faixa que ficou famosa na Copa do Mundo de 2026: “as Malvinas são argentinas, a indústria nacional também”, dizia o poster da manifestação.Leia mais: Banco Mundial corta projeções de Argentina, Chile e Uruguai e eleva as do MéxicoA marcha aconteceu por volta das 14h e a maior concentração aconteceu em frente à Secretaria da Indústria, comandada por Pablo Lavigne, funcionário que responde diretamente ao ministro da Economia Luis Caputo. Misturado aos sindicalistas, estava o ex-presidente Eduardo Duhalde.Os líderes sindicais disseram aos sites e jornais argentinos que o atual governo conduz um modelo monitorado pelo FMI e em função de interesses que não são os do país.Ao final da marcha, a CGT divulgou um manifesto que denuncia “as consequências de um modelo econômico que destrói o tecido produtivo, golpeia as PMEs, aprofunda a recessão e deteriora o emprego e a renda das famílias argentinas”.O texto diz que o “industricídio” avança enquanto o governo prioriza os interesses de poucos e condena as maiorias a uma economia onde o dinheiro não é suficiente. “Não há liberdade sem justiça social”, conclui o texto.Segundo o jornal La Nación, a intenção da central sindical é forçar o governo a convocar a CGT e os empresários reunidos na União Industrial Argentina para formar uma mesa de diálogo diante da queda do emprego e da produçãoThe post Central sindical cita “industricídio” na Argentina e usa cartaz das Malvinas na Copa appeared first on InfoMoney.
