O voto proferido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux na quarta-feira, que levou 11 horas e meia, tornou-se maior que a soma das sustentações dos outros quatro magistrados do julgamento da trama golpista na Primeira Turma. A exposição já era uma dos mais longas da história da Corte, superando o voto do ministro Joaquim Barbosa, durante o julgamento do Mensalão, em 2012, dividido em diversas sessões.Fux conseguiu superar o dobro da duração do voto de Alexandre de Moraes, relator da ação na Corte, que falou por 4 horas 50 minutos. As considerações do ministro tiveram ainda um tempo nove vezes maior que as de Flávio Dino, que precisou de apenas 1 hora e 20 minutos para concluir seus argumentos. E também passou em muito da sustentação de Cármen Lúcia, que levou cerca de 2 horas para dar seu parecer, formando maioria pela condenação dos réus. Assim como o de Cristiano Zanin, que dispôs de 1 hora e 50 minutos. Ao todo, os quatro ministros levaram em torno de 10 horas.Veja abaixo por quanto tempo cada ministro votouAlexandre de Moraes: 4 horas 50 minutosFlávio Dino: 1 hora e 20 minutosLuiz Fux: 11 horas e 30 minutosCármen Lúcia: 2 horasCristiano Zanin: 1 hora e 50 minutosA duração do voto de Fux lembrou ainda a fala do ministro aposentado Celso de Mello, que em 2019 votou durante seis horas e meia, mas em dois dias separados, no julgamento que decidiu equiparar a homofobia e a transfobia ao crime de racismo.Quem estava no início da sessão, pôde observar o calhamaço que Fux retirou de um envelope, que já indicava que o voto seria longo. Mas a previsão era de que a fala se encerrasse entre 12h e 13h, já que havia sessão do plenário marcada para começar logo depois.O julgamento de Bolsonaro e mais sete réus no STF foi retomado nesta quinta-feira, com o voto de Cármen Lúcia e do presidente da turma, Cristiano Zanin. Atualmente, o placar foi encerrado em 4 a 1 pela condenação do ex-presidente da República.The post Com 11h30, voto de Fux foi mais longo do que a soma dos outros 4 ministros do STF appeared first on InfoMoney.
