O Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos obteve os votos necessários para aprovar a nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O nome do indicado do presidente dos EUA, Donald Trump, ainda precisa passar pela chancela do colegiado pleno de senadores para ser aprovado definitivamente ao cargo.A aprovação de Warsh no Comitê Bancário do Senado dos EUA era amplamente esperada e, segundo analistas, deve ocorrer em linha partidária, abrindo caminho para a votação no plenário já no próximo mês. O caminho ficou ainda mais “livre” depois de o senador republicano da Carolina do Norte, Thom Tillis, retirar sua oposição para Warsh chefiar o BC norte-americano.Indicado por Trump em janeiro para suceder Jerome Powell no comando do Fed, Warsh enfrenta questionamentos de democratas sobre o grau de independência que manterá à frente do banco central, após ter ecoado no ano passado os apelos de Trump por cortes de juros.Leia tambémEra Powell no Fed, que começou e termina sob Trump, chega ao fim; confira trajetóriaEra Powell no Fed, que começou e termina sob Trump, chega ao fimEm sabatina na semana, Warsh classificou a independência da política monetária como “essencial”, mas disse não acreditar que a independência operacional da política monetária esteja “particularmente ameaçada” quando funcionários eleitos – sejam eles presidentes, senadores ou membros da Câmara – expressam as suas opiniões sobre as taxas de juro. Na ocasião, ele deixou em aberto sua opinião sobre a trajetória dos juros e até afirmou ser “cético” sobre a orientação futura da instituição.Ex-diretor do Fed entre 2006 e 2011, durante o governo de George Bush, Warsh atuou como um dos principais interlocutores da instituição com os mercados na crise financeira global. Antes, passou pelo Morgan Stanley e pelo Conselho Econômico Nacional da Casa Branca.Apesar de ter defendido redução dos juros em 2025, Warsh pode ter pouca margem para flexibilizar a política monetária no curso prazo, uma vez que dirigentes do Fed têm sinalizado preferência por aguardar mais evidências sobre os efeitos da guerra entre EUA-Israel e Irã sobre a economia americana. O avanço da inflação para 3,3%, maior nível em dois anos, e a desaceleração nas contratações devem manter o banco central em uma posição delicada nos próximos meses.*Com informações da Associated PressThe post Comitê do Senado dos EUA aprova Warsh para presidência do Fed; votação vai a Plenário appeared first on InfoMoney.
