Como está a disputa pelo governo nos 5 maiores colégios eleitorais do país

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As eleições para governador nos cinco maiores colégios eleitorais do país chegam à reta final com situações bastante diferentes. Os cinco estados também mostram diferentes configurações dos palanques de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em alguns, a polarização presidencial se reproduz diretamente na corrida estadual. Em outros, alianças locais embaralham essa divisão.São PauloA disputa mais diretamente vinculada à eleição presidencial ocorre em São Paulo. Tarcísio de Freitas tenta a reeleição com o apoio de Flávio Bolsonaro e de Jair Bolsonaro. Fernando Haddad, ex-prefeito da capital e ex-ministro da Fazenda, é o candidato apoiado por Lula.Leia mais:O que o empate esconde, e o que a pesquisa não medeHorário da eleição: que horas começa e termina a votação do primeiro turno?Entenda: o que muda no e-Título e como usar o app para votar em 2026 A Quaest divulgada em 29 de setembro mostrou Tarcísio com 44% das intenções de voto e Haddad com 24%. Os demais candidatos somavam 4%, enquanto 16% estavam indecisos e 12% declaravam voto branco, nulo ou intenção de não votar. Outros institutos registraram percentuais diferentes, mas também colocaram Tarcísio numericamente à frente. Real Time Big Data e AtlasIntel, por exemplo, mostraram o governador acima dos 50% na reta final.A eleição paulista também tem efeito sobre a campanha presidencial. Tarcísio afirmou que, encerrada sua própria disputa, poderia participar da campanha de Flávio em outros estados em um eventual segundo turno.Leia tambémComo Lula e Bolsonaro estavam nas pesquisas na última semana antes da eleição de 2022Pesquisas davam vantagem de dois dígitos a Lula e alimentavam hipótese de vitória no primeiro turno, mas Bolsonaro terminou a votação bem acima do projetadoReal Time: Flávio abre 7 pontos sobre Lula em São Paulo, maior colégio eleitoralSenador amplia vantagem para oito pontos em eventual segundo turnoMinas GeraisMinas Gerais apresenta a configuração mais complexa entre os cinco maiores colégios. A Quaest de 29 de setembro mostrou Cleitinho Azevedo com 37%, seguido por Patrus Ananias (PT), com 18%, e Alexandre Kalil (PDT), com 9%. Mateus Simões (PSD) e Flávio Roscoe (PL) também estão na disputa.Lula apoia Patrus, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro de seus governos. A candidatura petista funciona como seu palanque formal no estado.Leia também:O que devo levar para votar e o que é proibido na seção eleitoral?Qual é a diferença entre voto em branco e nulo?Quais são os cargos em disputa nas eleições 2026?Flávio Bolsonaro formalizou apoio a Flávio Roscoe, candidato de seu próprio partido. O cenário, entretanto, é menos linear porque Cleitinho concentra parcela expressiva do eleitorado presidencial de Flávio.O Datafolha mostrou que, entre os eleitores de Cleitinho, 59% declaravam voto em Flávio para presidente e 22%, em Lula. Entre os eleitores de Patrus, 87% escolhiam Lula.Durante a campanha, o bolsonarismo chegou a discutir uma aproximação com Cleitinho. Na propaganda eleitoral, porém, Roscoe manteve o alinhamento ao campo bolsonarista, enquanto Cleitinho procurou preservar maior autonomia em relação à disputa presidencial.Rio de JaneiroNo Rio de Janeiro, a disputa estadual também tem palanques presidenciais definidos. Lula apoia Eduardo Paes, enquanto Flávio Bolsonaro tem em Douglas Ruas, do PL, seu candidato ao governo.A Quaest divulgada em 29 de setembro colocou Paes com 34% e Ruas com 25%. Anthony Garotinho (Republicanos), cuja candidatura havia sido indeferida pelo TRE-RJ e ainda dependia de recursos, aparecia com 9%. A margem de erro é de três pontos.O Datafolha de 28 de setembro registrou percentuais maiores para os dois principais candidatos: Paes tinha 43% e Ruas, 30%. Em agosto, Ruas aparecia com 19%, mostrando avanço durante a campanha.Paes mantém relação política com Lula, mas procurou administrar essa proximidade em um estado onde o bolsonarismo tem peso eleitoral relevante. O Datafolha mostrou que ele concentra grande parte dos eleitores alinhados ao PT, enquanto Ruas ampliou sua votação entre os eleitores de Flávio.BahiaA Bahia tem a disputa mais equilibrada entre os cinco estados. A Quaest divulgada em 24 de setembro mostrou ACM Neto com 42% e o governador Jerônimo Rodrigues com 40%. Como a margem de erro é de três pontos, os dois estão tecnicamente empatados. Em uma simulação de segundo turno, Neto tinha 45% e Jerônimo, 43%, também dentro da margem.Jerônimo é um dos principais candidatos estaduais apoiados por Lula. O presidente participou da campanha baiana e, na reta final, pediu votos para o governador e criticou diretamente ACM Neto.A relação do adversário com a disputa presidencial é mais complexa. Flávio Bolsonaro incluiu ACM Neto entre os candidatos estaduais que apoia. Neto, porém, declarou apoio à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado (PSD) e negou uma aliança formal com Flávio.Essa configuração abriu espaço para o chamado voto cruzado na Bahia: eleitores que apoiam Lula para presidente, mas consideram votar em ACM Neto para governador. A campanha de Jerônimo tenta reduzir esse movimento ao associar mais diretamente a disputa estadual à presidencial.ParanáNo Paraná, o ex-juiz e senador Sergio Moro aparece numericamente à frente. A Quaest de 24 de setembro mostrou o candidato do PL com 36%. Requião Filho e Sandro Alex estavam empatados, com 20% cada. Flávio Bolsonaro apoia Moro, que ingressou no PL e se tornou o principal nome do partido na disputa estadual.Lula apoia Requião Filho. O PT abriu mão de candidatura própria ao governo paranaense e fechou aliança com o PDT para oferecer ao presidente um palanque no estado.Há ainda um terceiro polo relevante. Sandro Alex é o candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD), cuja gestão registra altos índices de aprovação. Alex declarou apoio à candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, embora sua coalizão reúna políticos que apoiam Flávio.Palanques têm pesos diferentes nos cinco estadosO desenho dos cinco maiores colégios mostra que a polarização presidencial não é reproduzida de forma uniforme nas eleições estaduais.Em São Paulo e no Rio, Lula e Flávio têm candidatos claramente identificados com seus respectivos campos. No Paraná, os dois também possuem palanques definidos, mas a presença de Sandro Alex cria um terceiro eixo ligado ao PSD.Na Bahia, Lula está diretamente envolvido na campanha de Jerônimo, enquanto ACM Neto preserva apoio presidencial a Caiado apesar de receber apoio de Flávio. Em Minas, Lula tem Patrus como candidato formal, enquanto Flávio apoia Roscoe, embora Cleitinho concentre parcela maior do eleitorado bolsonarista e lidere as pesquisas.The post Como está a disputa pelo governo nos 5 maiores colégios eleitorais do país appeared first on InfoMoney.

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