O economista Marcelo Kayath, um dos cotados para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), defendeu nesta quarta-feira que o problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido apenas com corte de gastos e afirmou que essa ‘parada de arrumação’ é algo temporário para o país voltar a crescer.‘O problema do Brasil só vai ser resolvido com o crescimento. O problema fiscal do Brasil não vai ser resolvido com corte de gasto’, disse Kayath em entrevista à CNN Brasil.‘Corte de gasto, parada de arrumação… é uma coisa temporária pra gente ajustar as contas e dar as condições para o Banco Central cair (sic) os juros e a partir daí a gente arrumou de novo o carro, a gente volta a acelerar’, acrescentou.Kayath destacou que essa ação poderá levar daqui a um a três anos o país, dependendo das condições, a começar a crescer de 3% a 4%. ‘Aí sim vamos ter solução mais permanente para nosso problema fiscal’, frisou.Leia tambémFlávio Bolsonaro recebe Podemos, governadores eleitos e faz live à noiteO encontro será no QG de campanha de Flávio, no Lago Sul, região nobre de BrasíliaLula cobra Flávio sobre voto na PEC do fim da 6×1; senador defende flexibilidadePetista diz que votação vai expor a posição de cada político sobre o temaNa entrevista, o economista e ex-diretor do Credit Suisse ressaltou ainda que só cortar não vai resolver o problema. Ao dizer que é algo temporário, ele fez uma analogia com ir ao dentista, afirmando que ninguém gosta, é chato, mas depois vai trazer prosperidade, oportunidade, emprego e renda.Kayath não deu detalhes de como seria esse ajuste nas contas e até se haveria uma espécie de PEC da transição com propostas para melhoria dos gastos públicos.O economista disse que as medidas têm que ser cirúrgicas e fez questão de afirmar em vários momentos da entrevista que é necessário preservar os programas sociais, que não podem ser afetados, ‘essa é uma premissa básica’.‘Em um país desigual como o Brasil, a gente não pode partir e começar um ajuste com os mais pobres e mais necessitados que têm que sofrer primeiro’, disse.Após Flávio Bolsonaro ter surpreendido e ficado à frente na votação do primeiro turno, a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a explorar que uma eventual vitória do adversário poderia levar ao fim de programas sociais como Bolsa Família, entre outros. O candidato do PL nega.Questionado se assumirá a Fazenda em uma vitória de Flávio no segundo turno, Kayath afirmou que nunca conversou com o candidato sobre o tema.‘Nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos, nunca tivemos essa conversa e sinceramente o momento não é de falar em cargos… vamos esperar a eleição passar, ver como a eleição termina, como se elegeu e com qual maioria’, ponderou.The post Corte de gastos é solução temporária para fiscal, diz cotado para Fazenda sob Flávio appeared first on InfoMoney.
