A CSN (CSNA3) apresentou uma prévia operacional do segundo trimestre de 2026 que veio ligeiramente acima das expectativas para o resultado operacional, mas acendeu um alerta entre os analistas por conta da deterioração do caixa. Às 12h45 (horário de Brasília), as ações da siderúrgica caíam 8,47%, cotadas a R$ 4,43.Segundo o Goldman Sachs, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) implícito da companhia ficou 3% acima do consenso de mercado, mas a geração de caixa foi pior que o esperado. A dívida líquida aumentou R$ 3,5 bilhões no trimestre, contra uma estimativa do banco de alta de R$ 1,2 bilhão.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com pressão de VALE3 e PETR4Bolsas dos EUA avançam com forte baixa dos barris de petróleo Bradesco, Itaú, Petrobras e mais divulgam balanços do 2T26 nesta semana; veja agendaGerdau, PRIO, Renner e mais companhias também revelam seus dados financeirosA equipe do Goldman destacou que a CSN segue enfrentando uma combinação desafiadora de endividamento elevado, necessidade de investimentos e resultados operacionais pressionados. Com os preços atuais das commodities, o Goldman estima que a companhia poderá consumir R$ 9,3 bilhões em caixa nos próximos 12 meses.Para os analistas, a estratégia anunciada pela empresa de venda de ativos, com objetivo de levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, pode não ser suficiente para resolver as necessidades financeiras da companhia.Troca de dívida aumenta custo financeiroA prévia foi divulgada junto com uma operação de gestão de passivos. A subsidiária CSN Inova aprovou uma oferta para trocar US$ 1,3 bilhão em títulos de dívida com vencimento em 2028 por novos papéis com prazo até 2030.Embora a operação ajude a alongar o prazo dos vencimentos, o Goldman avalia que ela eleva a pressão financeira da companhia.O banco mantém recomendação de venda para as ações da CSN, com preço-alvo de R$ 4,30 por ação em 12 meses.The post CSN (CSNA3: ação desaba 8% após prévia do 2T elevar temor sobre geração de caixa appeared first on InfoMoney.
