O Itaú BBA revisou suas estimativas e manteve recomendação market perform (desempenho em linha com o mercado) para a CSN (CSNA3) e para a CSN Mineração (CMIN3), com preço-alvo de, respecitvamente, R$ 7,50 e R$ 5,50. Às 11h06, CSNA3 caía 1,36%, a R$ 6,55, enquanto CMIN3 recuava 0,81%, a R$ 4,90.Analistas lembram que CMIN3 acumula queda de 7% no ano, enquanto a Vale (VALE3) sobe cerca de 20%. Já a CSNA3 recua 24% no período, contra altas de Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5), de 6% e 21%, respectivamente. Segundo o banco, essa pior performance da CSN está mais ligada ao risco percebido de alavancagem do que a fundamentos operacionais.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai e perde os 193 mil pontos com Oriente Médio no radarBolsas dos EUA recuam juntas em meio a tensões no Estreito de Ormuz JPMorgan vê melhor risco-retorno em Suzano, corta Klabin para neutro e KLBN11 caiSetor de papel e celulose começa a enfrentar ventos contrários diante da piora do sentimento global e o aumento das incertezasO banco incorporou uma visão mais positiva para a divisão de aço da CSN, após destacar perspectivas favoráveis para os preços a partir do 3º trimestre de 2026. Ainda assim, avalia que esse não é o principal driver da tese neste momento. As preocupações crescentes com a alavancagem seguem pesando mais no sentimento dos investidores. Para o Itaú BBA, o risco-retorno das duas companhias é pouco atrativo, com múltiplos de 5,0 vezes EV/EBITDA (Valor da Firma sobre EBITDA) para a CSN e 5,8 vezes para a CSN Mineração (CMIN3) em 2026, níveis considerados justos, além de perspectivas de geração de fluxo de caixa livre negativa.A CSN teve recomendação mantida, com preço-alvo reduzido de R$ 9,50 para R$ 7,50, o que implica potencial de alta de 12%. A estimativa é de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) de R$ 11,7 bilhões em 2026, estável na comparação anual, com melhora em aço e cimento compensando piora na mineração. Mesmo assim, a combinação de alta alavancagem e fluxo de caixa livre negativo limita uma visão mais construtiva.Para o braço de mineração, a recomendação neutra também foi mantida, com preço-alvo cortado de R$ 6,50 para R$ 5,50. O EBITDA projetado para 2026 é de R$ 5,3 bilhões, queda de 18% na base anual, pressionado por custos mais altos de frete e produção, além do impacto negativo de um real mais forte. O múltiplo de 5,8 vezes EV/EBITDA é visto como elevado frente aos pares, e a expectativa é de fluxo de caixa livre negativo nos próximos anos, devido ao alto capex do projeto P15.Possíveis catalisadoresO Itaú BBA vê desinvestimentos como possível ponto de inflexão para a CSN. A alavancagem pode chegar a 3,9 vezes dívida líquida/EBITDA em 2026, acima dos 3,5 vezes registrados no fim de 2025. Embora não incorpore vendas de ativos no modelo, o banco considera elevada a probabilidade de desinvestimentos, especialmente na divisão de cimento. Uma eventual venda poderia reduzir a dívida entre R$ 12 bilhões e R$ 16 bilhões, melhorando a liquidez e dando mais flexibilidade para lidar com cerca de R$ 28,6 bilhões em dívidas com vencimento até 2028.The post CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3): por que o momento ainda pede cautela? appeared first on InfoMoney.
