“Depois de um ponto, empreender não é mais sobre o dinheiro”, diz fundador da Link

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O empreendedor Álvaro Schocair já está no seu terceiro negócio de sucesso. No palco da Expert XP 2026, ele revisitou uma trajetória que começou cedo. Aos 21 anos, vendeu seu primeiro negócio por US$ 10 milhões. O sucesso precoce abriu as portas para o mercado financeiro, onde cofundou a Tarpon ao lado de Zeca Magalhães e viveu o marco do IPO em 2007, quando era o segundo maior sócio da gestora.No dia da abertura de capital, antes do jantar de comemoração, o empresário Ricardo Semler reuniu os sócios e deu um recado que mudou a perspectiva de Álvaro: “A partir de hoje, o assunto não é mais sobre dinheiro”. A mensagem era clara: eles já tinham recursos para a liberdade geográfica e para deixar um legado para as próximas gerações. “Naquele momento eu entendi: depois de um certo ponto, empreender não é mais sobre o dinheiro”, diz. Depois de atingir um determinado patamar financeiro, Schocair quis empreender na área da educação. Hoje, a energia de Álvaro está concentrada na Link School os Business. Diferente de sua experiência na Tarpon, que surgiu como uma oportunidade de mercado, a Link foi desenhada com um propósito institucional claro. Para ele, o indicador de sucesso da faculdade não está no faturamento, que deve chegar a R$ 180 milhões em 2026, mas na capacidade de gerar novos negócios. Nos últimos cinco anos, foram criadas 274 empresas dentro da instituição, um volume que ele descreve como “uma casa de centenas de milhares” em termos de impacto.Leia tambémExpert XP: Agassi surpreende e dá conselho bem-humorado a João FonsecaEm participação na Expert XP 2026, lenda do tênis exaltou o talento do brasileiro e ressaltou a importância de equilíbrio competitivo e maturidade para jovens promessasExpert XP: Quando aprendi a montar times fortes, salto foi exponencial, diz BenchimolAo relembrar os primeiros anos, Benchimol classificou a história da XP como uma sucessão de “milagres”Como funciona a LinkComo uma faculdade de empreendedorismo, a tese da Link é inverter a lógica tradicional do ensino superior. Em vez do aluno se formar e buscar o mercado, o foco da escola é ser um ecossistema que permite a criação de novos negócios com aulas, contatos e capital. “Somos uma Venture Capital que tem uma universidade e não uma universidade que tem um fundo”, explica.Com a primeira sede em São Paulo, o futuro da Link é global. O plano de expansão é ambicioso, com a inauguração de um campus em Miami ainda este ano, outro na Espanha até 2029 e mais um em Xangai em 2030, consolidando a instituição como uma universidade global. Para o fundador da escola, o objetivo final é de longo prazo. “Espero que, daqui a 100 anos, a Link seja reconhecida como um celeiro de invenções e empresas, tal qual instituições como o MIT”, resume. The post “Depois de um ponto, empreender não é mais sobre o dinheiro”, diz fundador da Link appeared first on InfoMoney.

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