Dólar hoje contraria exterior e sobe a R$ 5,43, com reação do mercado ao IPCA-15

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O dólar à vista subiu ante o real nesta terça-feira, na contramão dos movimentos da moeda norte-americana no exterior, conforme os investidores avaliaram dados de inflação e a decisão do presidente dos Estados Unidos de demitir uma diretora do Federal Reserve.O dólar à vista fechou em alta de 0,36%, a R$ 5,4339.Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercialQual a cotação do dólar hoje?O dólar à vista fechou em alta de 0,36%, a R$5,4339.Às 17h20, na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,38%, a R$5,442 na venda.Leia tambémIbovespa Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta terçaÍndices futuros operam mistos em meio à pressão de Trump sobre o FEDVariação do dólar: entenda por que a moeda sobe e desce tantoA sua movimentação pode impactar diretamente na inflação e preços ao consumidorDólar comercialCompra: R$ 5,433Venda: R$ 5,434Dólar turismoCompra: R$ 5,467Venda: R$ 5,647O que aconteceu com dólar hoje?Os movimentos do real nesta sessão estiveram concentrados em fatores domésticos, particularmente na reação dos agentes financeiros às surpresas altistas nos dados do IPCA-15 de agosto, divulgados mais cedo pelo IBGE.O IPCA-15 teve queda de 0,14%, após avanço de 0,33% no mês anterior, registrando deflação em agosto pela primeira vez em dois anos graças à incorporação do chamado Bônus de Itaipu nas contas de energia e à queda nos preços dos alimentos.Se em um primeiro momento o mercado nacional reagiu bem aos números, com o dólar chegando a recuar frente ao real na abertura, a análise mais aprofundada do relatório sugeriu um cenário mais pessimista para a inflação no país.“Do ponto de vista do qualitativo, os dados registraram uma leve piora na passagem de julho para agosto. Itens importantes e monitorados pelo Banco Central apresentaram uma alta acima do esperado”, disse Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.Leia tambémDeflação “enganosa”? IPCA-15 fica acima do esperado e mostra pressão de serviçosExpectativa era de uma queda mais expressiva e mostra deterioração na margem, com reaceleração dos preços dos serviçosIPCA-15: prévia da inflação cai 0,14% em agosto, primeira deflação em dois anosQuedas em habitação, alimentação e transportes puxaram número do mês; recuo, no entanto, foi menor do que o projetado pelo mercadoAo longo do dia, na esteira do crescente incômodo com os dados de inflação, os investidores passaram a vender a moeda brasileira, em um sinal de desconfiança na capacidade do país de controlar a alta dos preços.“Abrimos o dia com o mercado aliviado com o IPCA-15, que foi uma deflação, ainda que acima do esperado. Mas aí o mercado avaliou também que foi um ajuste pontual e não recorrente, por isso que o dólar virou”, afirmou Santiago Schmitt, especialista em renda fixa da Manchester Investimentos.Na cotação máxima do dia, o dólar atingiu R$5,44928 (+0,64%), às 13h32. A mínima de R$5,3994 (-0,28%) foi atingida logo após a abertura.No cenário externo, por outro lado, o dia foi de queda da moeda norte-americana ante seus principais pares, à medida que os investidores se afastaram dos ativos dos EUA na esteira da tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de demitir a diretora do Federal Reserve Lisa Cook.Trump pediu que Cook renunciasse em 20 de agosto, depois que o diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional dos EUA, William Pulte, acusou-a de reivindicar duas de suas hipotecas como residências principais. A diretora respondeu que o presidente não tem autoridade de demiti-la.Desde que Trump retornou à Casa Branca em janeiro, ele vem pressionando as autoridades do Fed a reduzirem a taxa de juros, o que ainda não aconteceu, despertando nos mercados a preocupação de desgaste da independência do banco central.O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,21%, a 98,265.(Com Reuters)The post Dólar hoje contraria exterior e sobe a R$ 5,43, com reação do mercado ao IPCA-15 appeared first on InfoMoney.

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