(Reuters) – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta terça-feira que uma lista de “pautas-bomba”, de relevante custo fiscal, em discussão no Congresso Nacional pode tornar o Brasil ingovernável e dá argumento para quem pressiona o Banco Central por juros mais altos.Em entrevista ao portal UOL, Durigan afirmou que o governo está comprometido com suas metas fiscais e tem buscado enfrentar impactos da guerra no Irã com equilíbrio nas contas públicas, mas se preocupa com medidas debatidas no Legislativo.“Aprovar pauta-bomba agora joga mais lenha nessa fogueira de quem pede juros mais altos”, disse.“Todas essas medidas que estão em tramitação e teriam impacto podem tornar o país ingovernável a partir do próximo mandato.”Leia tambémDurigan diz que Brasil e EUA podem negociar setores como etanol, açúcar e tecnologiaDurigan diz que Brasil e EUA podem fazer negociação setorial, incluindo etanol, açúcar e tecnologiaDurigan: vamos fazer força tarefa e publicar todos os processos de betsA declaração do ministro veio depois de matéria do Estadão que mostrou que o governo Lula impôs sigilo a processos de autorização de casas de apostas no BrasilEntre as iniciativas, o ministro disse ter firmado um acordo equilibrado com senadores para uma renegociação de dívidas rurais, mas um texto com outros termos discutido na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado geraria, segundo ele, um custo de até R$800 bilhões em dez anos.Em outra frente, ele disse que uma proposta que tramita na Câmara para ampliar o espectro da imunidade tributária de entidades religiosas provocaria um aumento de 1% no Imposto sobre Valor Agregado (IVA) que será implementado no país a partir do ano que vem com a reforma tributária.De acordo com o ministro, há ainda um debate sobre ampliação do teto de enquadramento do programa Simples Nacional que teria custo de R$50 bilhões nos próximos anos.(Por Bernardo Caram, edição de Isabel Versiani)The post Durigan diz que pautas-bomba no Congresso podem tornar Brasil ingovernável appeared first on InfoMoney.
