A presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Cleveland, Beth Hammack, disse nesta quinta-feira, 13, em evento na Câmara do Comércio de Dayton Area, que é “crítico” agir agora para devolver a inflação à meta de 2%. Ela afirmou não ver, no momento, uma tensão relevante no duplo mandato do banco central americano, apontando que o mercado de trabalho tem se mantido “razoavelmente estável”, com a taxa de desemprego oscilando em torno do nível que estima como compatível com máximo emprego.Leia tambémPPI: inflação ao produtor nos EUA fica estável em julho, ante projeção de altaAnalistas consultados pela FactSet previam alta mensal de 0,1% e acréscimo anual de 4,9%Dow Jones Futuro sobe com redução das apostas em alta da taxa de juros pelo FedApós CPI de julho vir abaixo do esperado, investidores aguardam PPI para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros americanos em setembroSegundo Hammack, a inflação continua acima do objetivo do Fed há mais de cinco anos. Após a melhora registrada no período pós-pandemia, quando o avanço dos preços recuou de mais de 7% para abaixo de 3%, ela disse que choques recentes fizeram a inflação voltar a superar 3%, o que reforça a necessidade de ação para evitar que o processo de desinflação se prolongue e imponha mais custos a famílias e empresas.A dirigente avaliou que a política monetária, atualmente, não parece particularmente restritiva. Ela relatou ouvir de empresas que seguem dispostas a captar e tomar empréstimos para investir, em parte devido ao impulso da construção de infraestrutura ligada à inteligência artificial, o que, em sua leitura, pode adicionar pressão sobre preços e exigir mais contenção para evitar superaquecimento.Hammack também citou incertezas associadas a tarifas, choques de energia e problemas nas cadeias de suprimentos, inclusive relacionados ao Estreito de Ormuz.Ao falar de estabilidade financeira, apontou três focos de atenção: o crescimento do crédito privado, isto é, empréstimos concedidos por fundos fora do sistema bancário tradicional, pela menor transparência; vulnerabilidades no mercado de Treasuries, diante de trajetória fiscal que considera “insustentável” e do uso de alavancagem; e o volume de capital direcionado à IA, que pode lembrar ciclos anteriores de euforia se a rentabilidade esperada não se confirmar.The post É ‘crítico’ agir agora para levar inflação de volta à meta nos EUA, diz membro do Fed appeared first on InfoMoney.
