Embraer: de começo morno a pedidos bilionários no Farnborough Air Show; o que muda?

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O primeiro dia do Farnborough Air Show, principal evento da indústria aeroespacial global, terminou sem novos pedidos para a Embraer (EMBJ3) nos segmentos de Aviação Comercial ou Defesa, em linha com as expectativas mais moderadas dos investidores. A companhia, no entanto, ganhou protagonismo no segundo dia do evento após o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, anunciar um pedido de até 45 aeronaves E2. Além disso, a Embraer e a empresa de leasing Azorra fecharam um acordo para até 30 cargueiros E-Freighter, ampliando a presença da companhia no segmento de conversão de aeronaves de passageiros para carga.O anúncio reforça a relevância do evento para a fabricante brasileira e amplia as perspectivas para o programa E2, em um momento em que Airbus e Boeing concentravam os principais pedidos divulgados no início do Farnborough.Por volta das 10h35 (horário de Brasília) desta terça-feira (21), contudo, as ações da Embraer caíam 0,70%, cotadas a R$ 82,71.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa opera sem força e tenta manter os 173 mil pontosÍndices futuros dos EUA avançam juntos antes de novos balançosAntes dos anúncios de hoje, o primeiro dia foi marcado por encomendas de grandes concorrentes. No segmento de aeronaves de corredor único (narrowbodies), a SMBC Aviation Capital anunciou pedidos firmes de 65 Airbus A321neo e 35 A320neo, além de 60 Boeing 737 MAX 10 e 40 Boeing 737 MAX 8.Em relatório assinado pelos analistas Lucas Laghi, Fernanda Urbano e Guilherme Nippes, a XP Investimentos destacou que, embora os modelos A320neo e 737 MAX 8 concorram indiretamente com o E195-E2 da Embraer no segmento superior de mercado, não houve anúncios de pedidos para o Airbus A220, um dos principais concorrentes da companhia.Além do pedido da Abra, a XP apontou outro potencial catalisador para a Embraer: a disputa pela Ethiopian Airlines, que avalia a compra de 25 aeronaves regionais. O E2 concorre pelo contrato com o Airbus A220 e o Boeing 737 MAX, com uma decisão esperada para os próximos um ou dois meses.A Embraer também destacou durante o evento suas perspectivas para o mercado de aviação comercial, com projeção de demanda global por 8,5 mil jatos com menos de 150 assentos nos próximos 20 anos, equivalente a um mercado potencial de US$ 650 bilhões.A companhia anunciou ainda um acordo para fornecer equipamentos de treinamento do cargueiro militar C-390 Millennium para as forças aéreas da Suécia e da Áustria.Já a Eve Air Mobility, controlada pela Embraer, divulgou avanços no processo de certificação de seu eVTOL e duas novas cartas de intenção para até 46 aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, em negócios avaliados em cerca de US$ 230 milhões.Em relatório, os analistas Marcelo Motta, Jonathan Koutras e Seth M. Seifman, do JPMorgan, avaliaram os anúncios como levemente positivos para a Embraer, reforçando a visão de que há espaço para crescimento da receita da divisão de Aviação Comercial. O banco tem recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra) para os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) ERJ da Embraer. The post Embraer: de começo morno a pedidos bilionários no Farnborough Air Show; o que muda? appeared first on InfoMoney.

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