Escala 6×1 vai acabar em 2026? Veja o que falta para a mudança valer

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O fim da escala 6×1 ainda não tem data para acontecer. Embora uma proposta que reduz a jornada de trabalho tenha avançado na Câmara dos Deputados, a mudança depende da aprovação do Senado e de outras etapas legislativas antes de entrar em vigor.A dúvida ganhou força nos últimos meses após a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera as regras da jornada semanal. Nas redes sociais, a tramitação foi interpretada por muitos trabalhadores como uma aprovação definitiva, mas o texto ainda está longe da reta final.Leia mais: Fim da escala 6×1: entenda novas regras previstas no projeto aprovado na CâmaraHoje, continuam valendo as regras atuais da Constituição e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que permitem jornadas de até 44 horas semanais e a adoção da escala de seis dias de trabalho para um de descanso.O que muda na propostaO texto aprovado pelos deputados reduz a jornada máxima semanal para 40 horas e amplia o período de repouso dos trabalhadores. A proposta surgiu em meio à pressão de movimentos que defendem a revisão do modelo 6×1 e argumentam que a escala afeta a qualidade de vida e a saúde dos empregados.O debate ganhou tração política após a mobilização de trabalhadores nas redes sociais e passou a ser tratado como uma das principais pautas trabalhistas do Congresso.Leia tambémGoverno prepara programa para renegociação de dívidas do MEI em até 12 anosPrograma poderá conter descontos de até 70% e foi antecipado pelo ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, Em meio a desgaste com Trump, Flávio diz que Lula está ‘ficando meio Biden’Ex-presidente norte-americano desistiu de concorrer à reeleição durante campanha após apresentar problemas de saúde e ser acusado de estar velho demais para a disputaPor que a mudança ainda não valePor alterar a Constituição, a proposta precisa ser aprovada também pelo Senado. O texto ainda terá de passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa e, posteriormente, pelo plenário, onde precisa obter apoio de três quintos dos senadores em dois turnos de votação.Se os senadores alterarem qualquer trecho aprovado pelos deputados, a proposta retornará à Câmara para nova análise.Na prática, isso significa que a tramitação pode se estender por vários meses.Resistências no CongressoA proposta enfrenta resistência de entidades empresariais e de parte dos parlamentares. Representantes do setor produtivo argumentam que a redução da jornada pode elevar custos trabalhistas, pressionar pequenos negócios e afetar setores que dependem de mão de obra intensiva, como comércio e serviços.Já os defensores da mudança afirmam que jornadas menores podem aumentar a produtividade, reduzir afastamentos por problemas de saúde e aproximar o Brasil de modelos adotados em outros países.O que esperar agoraNão há previsão oficial para a votação definitiva do texto no Senado. A expectativa inicial do Palácio do Planalto era de que o testo fosse aprovado na Casa ainda antes do recesso de julho, no entanto, a análise depende da vontade do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Segundo informações da própria Comissão de Constituição e Justiça, não houve sinalização de Alcolumbre para liberar a matéria. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD), deve priorizar a PEC em questão, tendo em vista que a tramitação foi iniciada antes da proposta da oposição.A demora tem sido alvo de críticas de parlamentares favoráveis à proposta. Na última semana, o senador Paulo Paim (PT) cobrou a votação do texto em plenário e questionou os motivos para o adiamento da análise. O tema vem sendo discutido há anos no Congresso e ganhou força após a aprovação expressiva na Câmara.Até que a proposta conclua toda a tramitação legislativa, a escala 6×1 permanece válida em todo o país.The post Escala 6×1 vai acabar em 2026? Veja o que falta para a mudança valer appeared first on InfoMoney.

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