Esta milionária começou seu negócio estourando cartão de crédito e vendendo o carro

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Para muitos empreendedores, construir uma empresa unicórnio (com valor acima de US$ 1 bilhão) significa apostar o próprio dinheiro muito antes de qualquer grande retorno aparecer. A cofundadora da Poppi, Allison Ellsworth, tornou-se multimilionária após vender sua marca de refrigerantes prebióticos para a PepsiCo por US$ 1,95 bilhão — mas, apenas uma década atrás, ela e o marido estavam estourando os cartões de crédito para tirar o negócio do papel.“Eu me lembro da primeira vez em que percebemos que tínhamos um negócio”, disse Ellsworth recentemente ao The Wall Street Journal. “Estávamos em uma feira de produtores. Tínhamos acabado de comprar uma casa, eu estava grávida de três meses do meu primeiro filho, e eu disse: ‘Precisamos apostar tudo nisso’.”Leia também: Este jovem da geração Z largou a faculdade e ficou milionário com vendas no TikTok“Meu marido disse que eu estava completamente maluca, mas confiou na visão”, continuou a cofundadora. “Então estouramos os cartões de crédito, vendemos um dos carros para comprar garrafas [e] abrimos nossa própria fábrica.”A empreendedora de 39 anos disse que ela e o marido, o cofundador Stephen Ellsworth, investiram cerca de US$ 90 mil no negócio no primeiro ano. E isso não exigiu apenas abrir mão de bens e da estabilidade financeira, mas também de tempo e energia.Ellsworth contou que o marido trabalhou temporariamente como garçom antes de conseguir um emprego no turno da noite e nos fins de semana para pagar a hipoteca da casa. E a rotina puxada do trabalho paralelo — junto da operação do negócio na feira — acabou dando resultado. Em 18 meses, a marca de refrigerantes saudáveis “Mother Beverage” havia gerado US$ 500 mil em receita.A cofundadora da Poppi disse que, como acontece com muitos empreendedores, “você praticamente trabalha em dois empregos” durante a fase de crescimento. Ela passou uma década expandindo a marca até transformá-la em uma empresa que abalou o setor; Ellsworth começou a desenvolver bebidas prebióticas em 2015 e fundou o negócio apenas um ano depois. E a participação do casal empreendedor no programa Shark Tank, em 2018, realmente colocou a empresa em uma nova trajetória. Eles fecharam um acordo de US$ 400 mil com o investidor Rohan Oza em troca de 25% da participação no negócio em expansão e mudaram o nome para Poppi.Nos oito anos seguintes, a marca construiu uma base fiel de consumidores ao se promover como uma alternativa mais saudável aos refrigerantes tradicionais e ao usar marketing no TikTok para alcançar milhões de clientes. E, em maio do ano passado, a PepsiCo concluiu oficialmente a aquisição da Poppi por US$ 1,95 bilhão, colocando mais de US$ 100 milhões nos bolsos de Ellsworth e do marido. Desde então, ela gastou com consultores de imagem e férias luxuosas — mas, quando o dinheiro caiu na conta bancária, a multimilionária disse que a mudança não foi um choque de estilo de vida.“As pessoas acham que você faz uma grande venda, recebe uma quantia enorme de dinheiro, e que sua vida muda completamente”, continuou Ellsworth. “Mas, no fim das contas, ainda estávamos na mesma casa, com o mesmo carro, nas mesmas escolas, com tudo igual.”Os fundadores de unicórnios que passaram aperto antes de ficar bilionáriosAté os fundadores mais bem-sucedidos do mundo precisaram fazer sacrifícios para chegar ao topo.O empresário bilionário Jay Chaudhry colocou o próprio sustento em risco quando começou sua trajetória como empreendedor serial. Fascinado pelo boom das empresas pontocom no Vale do Silício em meados dos anos 1990, Chaudhry decidiu deixar o cargo de executivo na IQ Software para construir sua própria empresa. Sua esposa, Jyoti, também pediu demissão do emprego como analista de sistemas, e o casal investiu US$ 500 mil de suas economias na startup de cibersegurança SecureIT. Poucos anos depois, Chaudhry vendeu a SecureIT para a VeriSign em uma transação em ações avaliada em quase US$ 70 milhões e, em 2007, também fundou a bem-sucedida empresa de segurança em nuvem Zscaler, hoje avaliada em US$ 24,3 bilhões.Brian Murphy, cofundador e CEO da ReliaQuest, também enfrentou dificuldades financeiras no caminho para construir uma empresa unicórnio de tecnologia da informação. No fim de 2007, Murphy deixou o emprego na área contábil para transformar sua visão em realidade — mas a crise financeira e uma sequência de anos turbulentos colocaram o negócio em risco. Murphy chegou a fazer uma segunda hipoteca da casa, estourar os cartões de crédito e cortar o próprio salário para manter a ReliaQuest viva. Hoje, a empresa, avaliada em US$ 3,4 bilhões, é líder no setor de operações de cibersegurança B2B.Até o falecido cofundador da Apple, Steve Jobs, apostou a própria segurança financeira para alcançar o sucesso. No começo dos seus 20 anos, Jobs estava obcecado pela ideia de que todos deveriam poder ter um computador pessoal em casa. Mas ele não tinha dinheiro suficiente para transformar sua visão em realidade — então vendeu sua kombi Volkswagen, enquanto o colega cofundador Steve Wozniak conseguiu dinheiro vendendo sua calculadora programável, arrecadando US$ 1.300 para pagar as peças do protótipo. E o sacrifício valeu a pena: um lojista local de computadores fez um pedido de US$ 50 mil por 100 unidades, levantando dinheiro suficiente para criar o Apple II para o mercado de massa. Um ano após o lançamento, em 1977, ele faturou quase US$ 3 milhões.“Eu tinha um patrimônio de mais de US$ 1 milhão aos 23 anos, mais de US$ 10 milhões aos 24 e mais de US$ 100 milhões aos 25”, disse Jobs à PBS em 1996. “E isso não era tão importante, porque eu nunca fiz isso pelo dinheiro.”2026 Fortune Media IP LimitedThe post Esta milionária começou seu negócio estourando cartão de crédito e vendendo o carro appeared first on InfoMoney.

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