Estrangeiros retiram US$ 5,5 bi do Brasil em um mês em ações e renda fixa

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O Brasil registrou saída líquida de US$ 5,5 bilhões em investimentos de portfólio de estrangeiros em maio, com resgates tanto em ações quanto em títulos de renda fixa, segundo dados do balanço de pagamentos do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (26).O fluxo negativo foi composto por saídas de US$ 2,4 bilhões em renda variável e de US$ 3,1 bilhões em renda fixa local. O movimento contrasta com o desempenho acumulado em 12 meses, que ainda registra entrada líquida de portfólio de US$ 31,4 bilhões.O saldo em conta corrente ficou em déficit de US$ 3,2 bilhões em maio, resultado abaixo das expectativas do mercado, que projetavam rombo de US$ 4,5 bilhões, de acordo com o consenso Bloomberg. No mesmo mês do ano anterior, o déficit havia sido de US$ 3,3 bilhões.O resultado foi sustentado por um superávit comercial de US$ 6,95 bilhões, acima dos US$ 6,44 bilhões registrados em igual período de 2025. Na outra ponta, o déficit em serviços se ampliou para US$ 5,2 bilhões, ante US$ 4,6 bilhões um ano antes, pressionado por maiores gastos com viagens internacionais, leasing e outros serviços.Investimento estrangeiro surpreendeO investimento estrangeiro direto (IED) totalizou US$ 8 bilhões em maio, bem acima do consenso de US$ 6,2 bilhões e dos US$ 3,9 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. Do total, US$ 7,4 bilhões vieram de participações acionárias, dos quais US$ 4,4 bilhões por meio de lucros reinvestidos. Os empréstimos entre empresas responderam pelos US$ 0,6 bilhão restantes.O investimento direto de brasileiros no exterior chegou a US$ 3 bilhões, ante US$ 1,1 bilhão um ano antes. Com isso, o IED líquido somou US$ 5 bilhões em maio, contra US$ 2,7 bilhões no mesmo mês de 2025.A conta de capital registrou superávit de US$ 8,3 bilhões no mês, sustentada pelo IED robusto, enquanto outros fluxos de capital não especificados somaram entrada de US$ 8,9 bilhões.Em 12 meses acumulados até maio, o déficit em conta corrente está em US$ 64,1 bilhões, o equivalente a 2,6% do PIB, enquanto o IED soma US$ 83,3 bilhões, ou 3,4% do PIB, cobrindo com folga o rombo externo.Em relatório divulgado nesta sexta, o economista Alberto Ramos, do Goldman Sachs, destacou que um ajuste fiscal profundo para reduzir a poupança negativa do setor público “continua sendo fundamental para viabilizar um ajuste estrutural permanente na conta corrente e abrir espaço para uma retomada do investimento sem deteriorar o balanço externo.”The post Estrangeiros retiram US$ 5,5 bi do Brasil em um mês em ações e renda fixa appeared first on InfoMoney.

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