Estudar no exterior: o que você aprende em uma experiência executiva internacional?

Blog

O mercado de trabalho está cada vez mais exigindo profissionais qualificados — e não apenas pelo conhecimento técnico. Os trabalhadores são avaliados também pelas experiências, pelos contatos e as famosas soft skills, ou seja, habilidades sociais.

Baixe o guia gratuito para estudar no exterior e obter um certificado internacional para impulsionar a sua carreira.

Nesse contexto, os cursos no exterior agregam muito mais do que conhecimento técnico ao currículo. Uma pesquisa da The Graduate Management Admission Council (GMAC ) indica que 76% dos profissionais que investem em educação internacional relatam impacto direto na evolução da carreira, seja por meio de promoções, transições ou ampliação de responsabilidades.

Leia tambémXP Educação libera formação gratuita em Inteligência artificialTreinamento ensina IA do zero ao intermediário e mostra como usar a tecnologia para ganhar produtividade e evoluir na carreira

Para Renata Filardi, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ), esses tipos de curso ampliam a visão de mundo, desenvolvem adaptabilidade, autonomia, inteligência cultural e capacidade de atuar em ambientes diversos — competências cada vez mais valorizadas pelas empresas.

Além disso, demonstram iniciativa do profissional em buscar aprendizado contínuo e atualização global.

“Em um mercado de trabalho cada vez mais conectado e dinâmico, experiências internacionais também ajudam a desenvolver repertório, networking e contato com tendências que muitas vezes ainda estão chegando ao Brasil”, avalia Filardi.

E se engana quem acredita que é necessário fazer uma formação longa para gerar impacto na carreira. Mesmo nos cursos de curta duração, a ampliação de conexões e repertório sobre um tema são valiosas desde que traduzidas também em prática.

Deborah Bottura, sócia da Tryvea, consultoria especializada em estratégia de pessoas, afirma que essa educação aplicada na prática pode valer a pena o investimento de dinheiro e tempo.

“Você pode extrair insights valiosos mesmo que com temas mais concentrados e rápidos e que te levam à evolução do seu conhecimento, impactando de forma diferente seu trabalho e a consistência das suas entregas. Por exemplo: um curso curto pode gerar mudanças na forma de se comunicar, estruturar ideias e conduzir interações no dia a dia”, explica Bottura.

Como escolher o curso certo?

Cauê Oliveira, diretor de Educação Corporativa do GPTW Brasil, destaca a importância do protagonismo profissional para os trabalhadores de hoje. Segundo ele, esse protagonismo também significa assumir responsabilidade contínua pelo próprio aprendizado e desenvolvimento, entendendo que a carreira precisa evoluir na mesma velocidade das transformações do mundo do trabalho.

Ainda assim, um dos maiores impasses dos profissionais é escolher o curso certo, entre tantas opções. A dica dos especialistas é a mesma: a escolha deve começar pelo objetivo profissional.

Na visão deles, a primeira pergunta que deve ser feita é “qual competência eu preciso desenvolver para a próxima etapa da minha carreira?”.

Antes de definir o país ou a instituição, é importante que a pessoa reflita sobre quais competências deseja desenvolver e como aquele curso poderá contribuir para sua trajetória.

“A escolha mais inteligente acontece quando existe alinhamento entre objetivo profissional, momento de carreira e aplicação prática do conteúdo. Também vale avaliar a reputação da instituição, a qualidade dos professores, o networking proporcionado e o quanto aquele aprendizado conversa com os desafios reais do mercado”, avalia Oliveira.

Hoje, especialmente com inteligência artificial (IA) e mudanças aceleradas no trabalho, cursos ligados a liderança, inovação, comportamento humano, criatividade, tomada de decisão e adaptabilidade têm ganhado muito espaço.

Os especialistas reforçam também a importância de evitar fazer cursos apenas para sinalização social ou status. “O mercado percebe rapidamente quando existe profundidade real ou apenas acúmulo de certificados”, explica o diretor de Educação Corporativa.

Quer entender como planejar uma imersão executiva e avaliar se ela faz sentido para o seu momento? O InfoMoney preparou um e-book para essa decisão.

Mostrando os resultados para o mercado

Mais importante do que simplesmente informar que fez um curso no exterior é conseguir traduzir quais competências foram desenvolvidas e quais aprendizados foram aplicados na prática.

Muitos profissionais podem não entender qual a melhor estratégia para mencionar o curso no currículo, na entrevista ou mesmo no LinkedIn para gerar impacto entre os recrutadores e empresas.

Renata Filardi, da ABRH-RJ, afirma que no currículo e no LinkedIn, o ideal é destacar o nome da instituição, o tema estudado e, principalmente, os resultados ou conhecimentos adquiridos.

Na rede social, além da habitual menção do curso, a dica é trazer sua própria narrativa: nas reflexões ancorando nas aplicações práticas, com casos e aprendizados vivenciados e que possam servir como inspiração e exemplo para outras pessoas.

Já nas entrevistas, o diferencial está em contar experiências concretas: o que aquela vivência trouxe de transformação, quais desafios ajudou a enxergar de forma diferente e como isso ampliou sua capacidade profissional.

“O recrutador busca profissionais que consigam conectar aprendizado com entrega e impacto real no ambiente de trabalho”, comenta.

O e-book aprofunda como essas vivências fora da sala de aula se integram ao conteúdo acadêmico e ajudam a reposicionar sua carreira. Baixe agora.

The post Estudar no exterior: o que você aprende em uma experiência executiva internacional? appeared first on InfoMoney.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *