Os ETFs de criptomoedas negociados na B3 continuam em alta em setembro, depois da forte valorização registrada em agosto. O SOLH11 lidera os ganhos neste mês, com avanço de 10,26%, seguido pelo ETHE11, com 8,72%, e pelo BITH11, com 8,47%. Em agosto, os três ativos haviam subido, respectivamente, 46,27%, 36,10% e 27,40%.Na última sessão, os três ETFs recuaram. O BITH11 caiu 0,34%, para R$ 99,20; o ETHE11 perdeu 1,03%, a R$ 40,50; e o SOLH11 cedeu 0,06%, a R$ 16,66. Mesmo com essas baixas, acumulam ganhos na semana de 5,54%, 2,69% e 3,16%, respectivamente.Na minha leitura, a recuperação também aparece nos gráficos semanais: os três ETFs romperam linhas de tendência de baixa e voltaram a negociar acima de médias móveis relevantes. Agora, cada um se aproxima de uma máxima semanal que precisa ser superada para dar mais força ao movimento: R$ 100,00 no BITH11, R$ 41,43 no ETHE11 e R$ 16,96 no SOLH11.O avanço recente deixou os preços mais afastados das médias móveis e os indicadores de força próximos da região de sobrecompra. Por isso, acompanho tanto a possibilidade de continuidade das altas quanto os suportes que podem ser testados em uma eventual realização. Veja os níveis técnicos de cada ETF.Leia mais: Bitcoin dispara e segura os US$ 85 mil: quais são os próximos alvos?Análise técnica do Bitcoin (BITH11)No gráfico semanal, o BITH11 mantém a recuperação iniciada na região de R$ 67,85. Desde então, rompeu a linha de tendência de baixa formada a partir do topo histórico de R$ 153,77 e passou a negociar acima das médias móveis. O movimento comprador continua forte nesta semana e preserva, na minha leitura, uma configuração favorável no médio prazo.A primeira resistência é a máxima da semana, em R$ 100,00. Se o ETF superar esse patamar com volume comprador, vejo espaço para buscar R$ 119,50. Acima desse nível, os próximos objetivos aparecem em R$ 131,91 e, em um movimento mais amplo, na máxima histórica de R$ 153,77.O IFR (14) está em 64,00 pontos: aproxima-se da região de sobrecompra, mas ainda não a alcançou. Isso deixa espaço para novas altas, embora o afastamento das médias móveis também aumente a chance de correções pontuais.BITH11 no gráfico semanal: após a recuperação iniciada em R$ 67,85 e o rompimento da tendência de baixa, a máxima da semana em R$ 100,00 é a primeira resistência; R$ 94,75 é o suporte imediato. Fonte do gráfico: Nelogica. Análise: Rodrigo Paz.No cenário de baixa, a perda de R$ 94,75 seria o primeiro sinal de enfraquecimento. Abaixo desse suporte, acompanho a região das médias móveis e dos R$ 81,15. Se também for perdida, os próximos níveis são R$ 68,63/R$ 67,85 e, em uma correção mais ampla, R$ 43,37.Confira nossas análises:Acima de petroleiras, Ultrapar (UGPA3) sobe 66% no ano; ainda vale comprar?Nem Nvidia, nem chips: veja quem brilhou nas novas máximas de Wall StreetNvidia (NVDC34) pode voltar à máxima histórica? Gráfico revela níveis decisivosAnálise técnica do Ethereum (ETHE11)O ETHE11 também apresenta uma estrutura de recuperação no gráfico semanal. Após reagir a partir do suporte em R$ 22,82, o ETF rompeu a linha de tendência de baixa formada desde a região da máxima histórica de R$ 80,16 e voltou a negociar acima das médias móveis. O fluxo comprador segue predominante nesta semana.Para sustentar a alta, considero importante superar a máxima semanal de R$ 41,43, de preferência com entrada de volume comprador. O rompimento pode abrir caminho para R$ 51,55. Depois, as resistências estão em R$ 60,25, R$ 76,40 e na máxima histórica de R$ 80,16.O IFR (14), em 65,81 pontos, se aproxima da região de sobrecompra, mas ainda não chegou a ela. A leitura permite a continuidade da recuperação; ao mesmo tempo, o afastamento das médias móveis pede atenção a possíveis movimentos de realização.ETHE11 no gráfico semanal: a recuperação encontra resistência na máxima da semana, em R$ 41,43; em caso de correção, R$ 39,20 é o primeiro suporte a acompanhar. Fonte do gráfico: Nelogica. Análise: Rodrigo Paz.Na direção contrária, uma queda abaixo de R$ 39,20, seguida da perda da região das médias móveis, enfraqueceria a estrutura atual. Os suportes seguintes estão em R$ 35,80 e R$ 30,41. Se a pressão vendedora se intensificar, acompanho R$ 22,82, R$ 21,33 e, em uma correção mais ampla, R$ 17,38.Análise técnica da Solana (SOLH11)O SOLH11 acumula o maior ganho em setembro entre os três ETFs analisados. No gráfico semanal, a recuperação começou após o teste da mínima histórica de R$ 8,85. Desde então, o ativo rompeu a linha de tendência de baixa formada a partir da região de R$ 37,46 e passou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos.Para que o movimento ganhe continuidade, acompanho a máxima desta semana, em R$ 16,96. Se o SOLH11 superar esse nível com volume comprador, vejo possibilidade de avanço para R$ 22,32. Acima dessa resistência, os próximos alvos estão em R$ 26,62, R$ 31,84 e, mais adiante, na região de R$ 37,46.O IFR (14) marca 63,25 pontos, próximo da região de sobrecompra, mas ainda abaixo dela. Embora haja espaço para novas altas, o avanço recente afastou o ETF das médias móveis, o que pode favorecer uma realização antes de uma nova tentativa de subida.SOLH11 no gráfico semanal: após reagir da mínima histórica de R$ 8,85, o ETF se aproxima da máxima semanal de R$ 16,96; R$ 13,49 é a primeira referência de suporte. Fonte do gráfico: Nelogica. Análise: Rodrigo Paz.No cenário de correção, a perda de R$ 13,49 e da região das médias móveis enfraqueceria o movimento comprador. Abaixo dessa faixa, os suportes aparecem em R$ 12,10 e R$ 10,20. Se a pressão vendedora continuar, o SOLH11 poderá voltar a testar a mínima histórica de R$ 8,85.(Rodrigo Paz é analista técnico)Guias de análise técnica:O que é uma linha de tendência na análise gráfica?O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de TradeBandas de Bollinger: como usar e interpretar?Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice. The post ETFs de cripto da B3 sobem até 10,26% em setembro; até onde podem avançar? appeared first on InfoMoney.
