EUA pediram documentos sobre crime organizado após ligação entre Lula e Trump

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (3) que recebeu da embaixada dos Estados Unidos um pedido de acesso a documentos sobre operações de combate ao crime organizado, após telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.Em entrevista coletiva, Haddad afirmou que os documentos estão passando por tradução na Receita Federal “para que essa ação seja efetivada”. O ministro não detalhou quais investigações estão no escopo do compartilhamento, mas reforçou que se trata de cooperação formal entre os dois países.Leia tambémLula diz haver “dois Trumps, o da TV e o da vida real”, após conversa sobre tarifasPresidente relata mudança de tom nas tratativas com os EUA e afirma que a cooperação em segurança e comércio pode avançarEduardo Bolsonaro diz que recebeu conversa entre Trump e Lula com “otimismo”Em uma mudança de tom, o deputado federal agora defende que conversa entre países avance e que “sanções nunca são um fim em si mesmas”A solicitação ocorre no momento em que Washington amplia a pressão internacional sobre o crime transnacional e reforça operações militares no Caribe e no Pacífico. A cooperação com o Brasil ganhou novo impulso após Lula defender, no telefonema com Trump, uma estratégia conjunta baseada em inteligência e rastreamento financeiro, evitando soluções militarizadas.Na ligação de 40 minutos, Lula afirmou ao presidente americano que o Brasil está disposto a atuar de forma integrada no enfrentamento a facções, lavagem de dinheiro e tráfico internacional. O petista enfatizou que “a gente não precisa utilizar arma, podemos usar inteligência para acabar com o narcotráfico e o crime organizado”, numa tentativa de alinhar Brasília a uma abordagem menos beligerante que a adotada por Washington na Venezuela e no Caribe.A interlocução também ocorreu em meio às tensões diplomáticas provocadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A Casa Branca já retirou a sobretaxa de 40% sobre café, carne bovina e frutas, e Lula voltou a defender que outras barreiras ainda pendentes sejam removidas.A cooperação policial e o intercâmbio de informações, segundo auxiliares do Planalto, também servem como gesto político para distensionar a relação e mostrar que o Brasil tem mecanismos internos robustos para enfrentar organizações criminosas, argumento que contraria discursos de setores da oposição que pedem classificar facções como terroristas.The post EUA pediram documentos sobre crime organizado após ligação entre Lula e Trump appeared first on InfoMoney.

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