Num momento em que os porta-aviões americanos têm desempenhado um papel importante em missões de bombardeio em alvos no Irã e de fiscalização das águas próximo ao Estreito de Ormuz, a indústria bélica dos EUA pode estar começando uma nova era na estratégia de guerra. Nesta semana, a Boeing Defense e a Marinha dos EUA realizaram o primeiro teste oficial de uma aeronave drone que será utilizada para abastecimento de jatos no ar.First flight. Real voices.Check out the sights and sounds from the first U.S. Navy MQ-25A Stingray flight. Hear from the @USNavy and #TeamBoeing who helped bring this autonomous refueler to the skies. pic.twitter.com/JrjsHQ7jW7— Boeing Defense (@BoeingDefense) April 29, 2026O MQ-25A Stingray foi anunciado como o primeiro sistema operacional de aeronaves não tripuladas embarcado. Quando estiver incorporado à frota regular (até o final da década), espera-se que ele possa estender o alcance das aeronaves tripuladas.O drone pode transportar até 15.000 libras de combustível e essa capacidade de ampliar o alcance dos porta-aviões e caças torna-se crucial num momento em que há uma crescente produção de mísseis antinavio no mundo, especialmente pela China.Hoje, esse trabalho de abastecimento aéreo realizado pelo F/A-18E/F Super Hornet e a expectativa da Marinha é que a progressiva substituição pelo novo drone não só ajudará a ampliar o alcance operacional das aeronaves, como deve liberar os Super Hornet para funções de combate e vigilância. De 20 a 30% das missões do Super Hornet foram em apoio à missão de tanque, segundo o USNI News.Tony Rossi, chefe do escritório executivo da Marinha para programas para aviação não tripulada e armas de ataque, disse em comunicado que o MQ-25A não é apenas uma aeronave, mas “o primeiro passo para integrar o reabastecimento aéreo não tripulado no convés do porta-aviões, permitindo diretamente que nossos caças tripulados voem mais longe e mais rápido. Essa capacidade é vital para o futuro da aviação naval.”Conforme dados da mídia especializada em contratos militares nos EUA, a Boeing ganhou um contrato de US$ 805 milhões em 2018 para construir os quatro primeiros Stingrays, em uma competição com a General Atomics e Lockheed Martin. A Marinha incluiu um orçamento de US$ 220,4 milhões para três aeronaves ano fiscal de 2024, com uma aquisição planejada de 22 aeronaves até 2028.The post EUA testam drone de abastecimento aéreo que pode ampliar alcance de jatos appeared first on InfoMoney.
