Fifa obriga estádios da Copa de 2026 a esconder marcas — mas poupa uma arena; entenda

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A menos de 80 dias para o início da Copa do Mundo de 2026, estádios da NFL que receberão jogos do torneio enfrentam um desafio incomum: apagar gigantescos logos de patrocinadores, inclusive aqueles instalados nos tetos e visíveis apenas por drones, helicópteros ou câmeras aéreas. Por contrato, a Fifa exige que todas as arenas estejam livres de marcas comerciais pré-existentes para proteger seus próprios patrocinadores e parceiros oficiais.Nos Estados Unidos, essa regra tem impacto mais profundo porque os estádios são fortemente comercializados, com naming rights e logotipos espalhados por fachadas, telões e coberturas. Leia tambémBrasil busca resposta contra a Croácia em último jogo antes da convocação para a CopaSerá também a chance para o Brasil provar ser competitivo contra um adversário europeu relevante no cenário mundialPara a Copa, arenas como o MetLife Stadium (que será rebatizado como “New York New Jersey Stadium”), Levi’s Stadium (“San Francisco Bay Area Stadium”), AT&T Stadium, Hard Rock Stadium, Lumen Field, NRG Stadium e Lincoln Financial Field terão de esconder marcas e letras instaladas nos telhados. Dirigentes de algumas dessas arenas admitem ainda não saber exatamente como irão cobrir toda a sinalização voltada para o céu.O caso mais delicado é o do Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, que receberá oito partidas, incluindo uma semifinal. A cobertura retrátil do estádio é formada por oito painéis móveis que, vistos de cima, reproduzem a estrela da montadora alemã — um conflito direto com os parceiros oficiais de mobilidade da Fifa, Hyundai e Kia. Segundo o site The Athletic, após cerca de 18 meses de negociações, dirigentes da arena concluíram que seria tecnicamente arriscado aplicar lonas ou estruturas sobre o material plástico inflado que compõe o teto, sob risco de danos que poderiam custar milhões de dólares em reparos.Diante desse cenário, a Fifa concordou em abrir uma exceção e permitir que o emblema da Mercedes permaneça visível no telhado do estádio de Atlanta, algo que não foi concedido a outras arenas. Oficialmente, a entidade diz apenas que trabalha “caso a caso” com cada estádio e cidade-sede para aplicar as regras de proteção de marca, levando em conta as características de infraestrutura e operação de cada local. Pessoas envolvidas nas conversas disseram ao The Athletic que o risco de dano estrutural foi o fator decisivo para o acordo.Além de soluções físicas, como coberturas e painéis, chegaram a ser discutidas alternativas digitais, como o uso de tecnologia para “apagar” logos nas transmissões ao vivo. A própria Fifa, porém, avaliou que os recursos disponíveis ainda não garantem a eliminação completa das marcas em todas as tomadas aéreas. Com isso, emissoras podem ser orientadas a evitar certos ângulos — especialmente no caso de Atlanta, onde, apesar da exceção, o plano original é manter o teto fechado durante a Copa para preservar o gramado natural e o conforto térmico de torcedores e atletas.The post Fifa obriga estádios da Copa de 2026 a esconder marcas — mas poupa uma arena; entenda appeared first on InfoMoney.

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