O fundo imobiliário TEPP11 (Tellus Properties) tem apostado em uma estratégia menos óbvia dentro do segmento de lajes corporativas: a aquisição de prédios de padrão B com potencial de transformação e geração de valor ao longo do tempo.Segundo o gestor André Nardi, a tese do fundo está ancorada na identificação de ativos bem localizados, mas que ainda não refletem todo o seu potencial. “A gente trabalha muito no modelo buy, fix and sell [Um modelo de negócios que visa gerar lucro através da compra de ativos subvalorizados]. Ou seja, compra um prédio que tem um potencial muito grande de transformação”, afirmou no Liga de FIIs desta semana.A localização, segundo ele, é o principal filtro na originação. “Não adianta comprar um prédio que não é bem localizado, porque isso vai contra a dinâmica de ocupação. A gente busca polos mais resilientes”, explica.A partir da aquisição, a gestão atua em diferentes frentes para reposicionar os ativos. As intervenções vão desde melhorias estruturais até ajustes operacionais. “A gente traz certificações, renova fachada, melhora a eficiência e revisa toda a operação do prédio”, diz Nardi.“A gente entra no dia a dia da gestão predial. Costumo dizer que a gente vira quase síndico do prédio”, afirma o gestor, citando iniciativas voltadas à redução de custos e aumento da atratividade para os inquilinos.Leia Mais: Dividendos de FIIs: veja calendário de pagamentos de abril e quem recebeAssimetria de preços abre espaço para ganhosNa avaliação de Nardi, o grande diferencial da estratégia está na assimetria entre prédios de diferentes padrões construtivos. “Quando você compara, muitas vezes um prédio B custa praticamente metade de um A, mesmo estando lado a lado.”Essa diferença de preço cria espaço para capturar valor com gestão ativa. “A gente parte de um cap rate competitivo, mas o objetivo é elevar esse retorno ao longo do tempo com as melhorias”, acrescenta.Segundo o gestor, essa abordagem já se reflete em ativos do portfólio. “Tem prédio que a gente comprou com retorno de 7% e hoje roda a 12% ou 13%, justamente por conta da gestão ativa.”Para ele, o investidor ainda tende a enxergar os fundos de lajes como homogêneos, mas há diferenças relevantes entre as estratégias. “O prédio B não é um prédio ruim. Muitas vezes ele só precisa de atualização, mas tem estrutura eficiente e muito potencial de geração de valor”, conclui.Confira a seleção completa na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no Youtube. Você também pode rever todas as edições passadas.Leia Mais: Cotas como moeda de troca para compra de imóveis: até onde modelo funciona nos FIIs?The post Imóveis subvalorizados: entenda a estratégia do FII TEPP11 para geração de valor appeared first on InfoMoney.
