Irã ameaça interromper jogos da Copa se torcedores levarem bandeiras LGBT+

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Em meio a polêmicas sobre a entrada de jogadores e membros da comissão técnica nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo, o Irã também pode ser alvo de protestos focados especialmente no jogo contra o Egito em 27 de junho. Informações da Reuters indicam que torcedores planejam levar bandeiras LGBT+ ao estádio, e o país respondeu, sem citá-las diretamente.De acordo com a agência e relatos na mídia iraniana, o ministro do Esporte e da Juventude local, Ahmad Donyamali, garantiu que, se os itens, tratados no manifesto como “materiais não oficiais” forem levados ao estádio, o técnico Amir Ghalenoei terá “obrigação” de interromper a partida. O foco no duelo pela terceira rodada do Grupo G é por conta da cidade em que será disputado.LEIA MAIS: Calendário da Copa: saiba como acompanhar os 72 jogos da 1ª fase sem se perder“Partida do Orgulho”O evento em Seattle foi definido pelos organizadores locais como uma “Partida do Orgulho”, pois coincide com o fim de semana do Orgulho LGBT+ da cidade. Por conta disso, associações de futebol do Irã e do Egito já haviam solicitado a Fifa para que prevenisse quaisquer atividades relacionadas à causa durante o jogo.Na esteira do evento, a mídia iraniana, conforme divulgado pela Reuters, revelou que Donyamali fez a seguinte determinação: “Se bandeiras não oficiais forem trazidas ou slogans contra a seleção nacional forem entoados nos estádios onde o Irã joga na Copa do Mundo, o técnico será definitivamente responsável por interromper a partida”, disse.Ainda, deu a entender de que a Fifa garantiu que não haverá protestos do tipo nas arquibancadas do estádio Lumen Field. “Tivemos a garantia de que nenhum incidente perturbador ocorrerá no estádio durante a partida contra o Egito”, disse o ministro.Leia mais: Anistia Internacional alerta para riscos a torcedores na Copa de 2026 nos EUAO Irã é uma das nações com as leis mais severas contra a população LGBT+. A prática homossexual é considerada crime capital e é assertivamente proibido em seu território. O Egito também tem jurisdições restritivas à comunidade.Em dezembro de 2025, os dois países protestaram formalmente contra a designação do confronto entre eles como “Jogo do Orgulho”, de acordo com o veículo Iran International. Em entrevista à TV estatal, o presidente da Federação Iraniana de Futebol, Mehdi Taj, disse que isso era uma “conduta irracional que apoia um grupo específico”.A Federação Egípcia de Futebol, por sua vez, enviou uma carta ao Secretário-Geral da Fifa, Mattias Grafstrom, afirmando que rejeita “iniciativas relacionadas ao apoio à homossexualidade” durante o jogo.Os organizadores do jogo pela Copa do Mundo em Seattle responderam à época e disseram que a programação do Orgulho LGBT+ no fim de semana não era direcionada a nenhum país participante da competição. A membro do comitê Hanna Tadesse disse à agência de notícias alemã DPA que o evento já é “parte integrante” da cidade.The post Irã ameaça interromper jogos da Copa se torcedores levarem bandeiras LGBT+ appeared first on InfoMoney.

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