A Lei 15.525/2026, que reduz a carga tributária sobre as resseguradoras locais, foi sancionada no dia 28 de setembro e publicada nesta terça-feira, 29. Com a mudança, os bancos esperam que os resultados do ressegurador IRB (IRBR3) sejam impulsionados gradativamente.A nova lei reduz em etapas a alíquota nominal combinada de IRPJ e do CSLL das resseguradoras locais. Em 2027, a redução é de 40% para 34% e, em 2030, para 24%. O texto também elimina o limite de 30% para a compensação de prejuízos fiscais.Leia tambémTenda (TEND3) aprova recompra de até 5 mi açõesPlano de recompra tem início imediato e durará 12 mesesGPA, Brava, BrasilAgro, Azul, Alupar e mais ações para acompanhar nesta quarta-feiraVeja os principais destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira (30)Desde a aprovação no Senado, as ações da IRB vêm reagindo positivamente à notícia. Durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre de 2026, com números acima do esperado pelos mercados, a administração da companhia havia destacado que o projeto poderia fortalecer o mercado local de resseguros.No acumulado do ano até aqui, a ação já avançou 21,07%. Em setembro, apenas, a alta está a 7,99%.Impacto positivoA sanção integral da lei, de acordo com o UBS BB, é positiva para a companhia. A partir da aprovação, a expectativa do banco é de que o impacto da mudança resulte em aproximadamente 30% do valor de mercado em relação ao início do mês, quando a matéria ganhando força, e mais de 20% levando em conta os patamares atuais da ação. Para o banco, a valorização projetada do preço é de 8,2%, com projeção de dividend yield em 5,8%.A Genial Investimentos reforçou a recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de 12 meses em R$ 75. De acordo com os analistas, a recomendação reflete a revisão do modelo de dividendos da casa após a redução dos tributos sobre o lucro.Para a casa, o lucro recorrente da companhia deve chegar a R$ 815 milhões em 2027 por causa da mudança. Em 2027, além da progressão gradual da lei, encerra também o tributo sobre a receita operacional de resseguro.De maneira geral, a estimativa da Genial é de que a substituição de PIS/Cofins por CBS/IBS à alíquota zero no resseguro tem potencial de eliminar desembolso anual da ordem de R$ 117–120 milhões.Mudanças com a leiConforme os analistas da Genial Investimentos, três mudanças compõem essa nova etapa da tese do IRB. Em primeiro lugar, a redução dos tributos sobre o lucro e a possibilidade de usar mais rapidamente prejuízos fiscais.Além disso, o fim da tributação sobre a receita de resseguro na transição para CBS/IBS e, por fim, a discussão regulatória sobre oferta preferencial e competição com resseguradores offshore.Combinadas, os analistas acreditam que elas podem elevar substancialmente o lucro normalizado e melhorar a capacidade do IRB de disputar riscos.Para o próprio IRB, a mudança reduziria uma importante assimetria tributária entre resseguradoras locais e concorrentes internacionais, alterando estruturalmente o ambiente competitivo do setor.De acordo com a Genial Investimentos, a economia contábil e o beneficio em valor presente dependerão de lucro tributável, composição dos créditos, efeitos de remensuração do DTA e capacidade de retenção da vantagem na precificação. O Fato Relevante não estima a baixa potencial do DTA.The post IRB: redução de tarifas deve impulsionar resultados e ganho de valor pode ir a 30% appeared first on InfoMoney.
