JBS: ação desaba em NY após operação de carne bovina nos EUA pressionar balanço no 1T

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Os recibos de ações negociados no Brasil da JBS (BDR: JBSS32) e as ações negociadas em Nova York operam com forte baixa nesta quarta-feira (13), com investidores repercutindo resultados considerados fracos no primeiro trimestre de 2026 (1T26). Às 11h07 (horário de Brasília), JBSS32 caía 5,26%, a R$ 70,11, enquanto JBS recuava 6,48%, a US$ 14,28, em Nova York.O Goldman Sachs avalia que a JBS entregou um trimestre relativamente fraco, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado 5% abaixo do consenso da Bloomberg e uma rara combinação de margens operacionais menores na maior parte das unidades de negócios, com exceção da operação de carne bovina no Brasil.Na visão do Goldman, a operação de carne bovina nos Estados Unidos foi o principal ponto negativo do trimestre e respondeu pela maior parte da frustração em relação às estimativas. Ainda assim, a demanda permaneceu forte, apesar da alta contínua dos preços do gado, e a JBS superou a Tyson em crescimento de receita e margens operacionais.Por outro lado, o banco destaca alguns pontos positivos: a demanda global segue forte, impulsionando receitas acima do esperado, com recordes históricos de vendas no primeiro trimestre nas divisões de carne bovina e suína nos Estados Unidos e na JBS Brasil; a queima de caixa veio melhor do que o esperado; aquisições passadas, especialmente a Mantiqueira, contribuíram positivamente; e a operação de frango nos EUA mostra melhora após a reorganização das linhas de produção.Já a divisão de carne suína nos EUA foi a principal surpresa positiva, combinando demanda robusta e execução consistente, levando a margem EBITDA ao topo da faixa histórica do segmento, em 10%, embora ainda abaixo da Smithfield. Quer transformar esses resultados em renda passiva? Acesse a Planilha Viva de Renda gratuitamenteMesmo em um trimestre sazonalmente mais fraco, a geração de fluxo de caixa livre veio melhor do que o mercado temia. A queima de caixa foi 17% melhor que a projeção inicial do Goldman Sachs, beneficiada por menor aumento de estoques, melhora em recebíveis e contribuição positiva de investimentos societários, especialmente pela aquisição recente de 48,5% da produtora brasileira de ovos Mantiqueira Alimentos.A alavancagem encerrou o trimestre em 2,8 vezes, acima do trimestre anterior, mas ainda dentro da faixa considerada confortável pela administração.Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoO Bradesco BBI também considera os resultados fracos e que deve levar a revisões negativas de lucro, ainda que parte das pressões possa ser temporária, especialmente nas operações da PPC e da Austrália. Segundo o banco, o ritmo de recuperação dessas divisões permanece incerto, uma vez que os spreads da carne bovina nos EUA voltaram a patamares historicamente baixos e não há sinais claros de inflexão do ciclo no curto prazo.No Brasil, o BBI espera uma normalização gradual das margens da operação de aves, enquanto o ciclo do gado também começa a se inverter, adicionando pressão adicional à rentabilidade. Na mesma linha que BBI e Goldman Sachs, o Itaú BBA classifica como fracos os números da JBS, com Ebitda ajustado de US$ 1,1 bilhão em IFRS, amplamente em linha com as projeções da instituição.Na visão do banco, o principal debate após o balanço deve girar em torno da diferenciação entre fatores que tendem a persistir ao longo do ano e eventos pontuais que pressionaram os resultados da divisão de carne bovina nos Estados Unidos no trimestre, mas que não devem se repetir nos próximos períodos.Recomendação de compraDe forma geral, o Itaú BBA afirmou manter preferência relativa pela JBS em relação a outras empresas do setor de proteínas, principalmente pela diversificação das operações da companhia e pelo espaço contínuo para reavaliação dos ativos. O banco reitera classificação de compra e preço-alvo de US$ 20.Em termos relativos, o BBI segue enxergando a JBS negociando a múltiplos descontados frente aos pares globais, apesar de sua maior diversificação geográfica e operacional e histórico de execução, o que sustenta recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 117,00O Goldman Sachs mantém recomendação de compra para as ações da JBS, com preços-alvo de 12 meses de US$ 20 para as ações Classe A e de R$ 101,30 para os BDRs, com base em uma avaliação por soma das partes, na qual o múltiplo implícito EV (valor da firma)/Ebitda é de 6,0 vezes.The post JBS: ação desaba em NY após operação de carne bovina nos EUA pressionar balanço no 1T appeared first on InfoMoney.

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