O tenista João Fonseca está pronto para a estreia neste domingo em Roland Garros. O brasileiro conversou nesta sexta-feira com O GLOBO logo após fazer uma sessão de treino com o francês Gaël Monfils na quadra Philippe Chatrier, a principal do torneio. O jovem tenista, de apenas 19 anos, destacou a experiência que tem acumulado em tão pouco tempo de carreira profissional.— Eu acho que o meu primeiro ano aqui, no ano passado, foi muito diferente. Acho que hoje o João está completamente diferente daquele de 2025, com outra mentalidade e pressões diferentes. Acho que ano passado era um João que realmente não devia nada a ninguém. E eu sigo não devendo nada a ninguém, mas acho que sem pressão. Eu era sempre o underdog, jogador com menos experiência, e que ninguém sabia o quanto eu poderia jogar — afirmou.João Fonseca vai estrear no saibro francês contra o francês Luka Pavlovic, número 240 do mundo. Caso vença e avance na competição, poderá enfrentar o tricampeão de Roland Garros, o sérvio Novak Djokovic, na terceira rodada. Trinca da elite mundial Nesta temporada, o carioca encarou os três melhores tenistas rankeados: o italiano Jannik Sinner, o espanhol Carlos Alcaraz e o alemão Alexander Zverev. Apesar dos resultados negativos nas três partidas disputadas em torneios distintos, João destacou o aprendizado nestes confrontos.— Eles conseguem manter a calma em momentos importantes, mesmo quando as coisas estão difíceis. Eu sou um jogador que impõe bastante pressão no adversário a todo momento, colocando-o em apuros. Eu gosto de jogar com agressividade, mas eles sempre mantêm a calma e sabem o momento exato de acelerar e de jogar com mais intensidade, colocando as bolas para me fazer pensar. Eu acho que é um pouco de mentalidade com a experiência — contou João.Fonseca analisou os três jogos e reconheceu o talento de Sinner e Alcaraz.— No jogo contra o Alcaraz, em Miami, eu comecei muito mal os dois primeiros sets e ele conseguiu a quebra logo no início. Aos poucos ele foi se soltando aí ficou mais difícil de acompanhar. Já na partida contra o Sinner, em Indian Wells, pareceu que foi definida nos detalhes, mas percebi que ele estava sempre muito ciente do que fazer nos momentos cruciais do jogo — lembrou o brasileiro.No torneio de Monte Carlo, João confrontou Alexander Zverev e, sem tirar o mérito do alemão, reconheceu que cometeu erros que determinaram o resultado da partida.— Contra o Zverev, além de tudo isso que acabei de falar, houve as falhas que cometi. É óbvio que o mérito é dele, que jogou muito bem, mas, destes três tenistas, foi o que tive mais chance de ter um resultado melhor — disse João.João e as redesTendo crescido na era digital, João Fonseca, de apenas 19 anos, revelou que não é frequentador de redes sociais.— Eu acho que não sou muito aquele tipo de jogador que fica mexendo em rede social. Obviamente eu vejo algumas coisas, mas não acompanho a ponto de ficar mexendo, respondendo e vendo o que as pessoas estão falando de mim. Prefiro focar no meu dia a dia de treinos. Reconheço que as redes sociais são boas para o jogador, no lado de patrocínio e da comunicação, mas não sou o melhor atleta para falar sobre rede social — explicou.João Fonseca é o atual número 30 do mundo e vai disputar em Roland Garros seu sexto Grand Slam da carreira. No ano passado, no mais charmoso torneio de saibro francês, o tenista brasileiro chegou à terceira rodada.The post João Fonseca: ‘Ano passado, não devia nada a ninguém. E sigo sem dever’ appeared first on InfoMoney.
