JPMorgan: Possível cisão societária na Azzas reforça problema de governança

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As discussões sobre uma possível cisão societária na Azzas 2154 (AZZA3) entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy continuam ativas, mesmo após a escalada das disputas judiciais. A notícia veiculada pelo Valor Econômico ainda não foi confirmada oficialmente pela companhia, mas a repercussão já chegou aos investidores.Para o JPMorgan, a notícia reforça o problema de governança corporativa da companhia, que se tornou um ponto central para o caso de investimento da Azzas. Até que haja uma maior visibilidade sobre o andamento das movimentações, o banco decidiu manter a recomendação neutra para a companhia.De maneira geral, de acordo com o banco, a potencial cisão poderia resolver o desalinhamento entre os acionistas, mas as implicações de curto prazo para as ações permanecem mistas.Leia tambémGoldman eleva Usiminas a compra e vê ação como principal aposta do setor; USIM5 sobeAlém disso, o banco elevou o preço-alvo em 12 meses de R$ 6,60 para R$ 10,50PETR4: Santander eleva Petrobras para compra e vê ação sem refletir todo potencialSantander também vê espaço para a Petrobras superar a própria projeção de produção para 2026Em um relatório recente, o banco já havia destacado como as disputas entre os principais grupos acionistas já haviam escalado por meio de liminares judiciais, procedimentos arbitrais e contratação de bancos locais para avaliar alternativas estratégicas. Uma investigação da CVM sobre obrigações de divulgação ao mercado também está em andamento.Ainda que uma eventual cisão possa destravar valor ao separar os ativos e reduzir os desalinhamentos estratégicos, o JPMorgan sinaliza que ainda há baixa visibilidade sobre execução, valuation, complexidade tributária/jurídica e prazo de operação.De acordo com o banco, a estrutura em discussão poderia separar os ativos em “empresas-espelho”, com Birman mantendo Arezzo&Co, Hering e Farm, enquanto Jatahy ficaria com o portfólio feminino/lifestyle “ex-Farm”.Os analistas acreditam que o valor da Farm pode emergir como uma importante alavanca de valorização em um cenário de separação. “Particularmente se os investidores atribuírem um prêmio ao potencial de expansão global da marca”, explicam.A concretização desse valor, entretanto, dependeria da estrutura da operação, do momento da execução, dos riscos operacionais e do apetito do mercado, conforme o banco.The post JPMorgan: Possível cisão societária na Azzas reforça problema de governança appeared first on InfoMoney.

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