Um juiz federal suspendeu os esforços do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para coletar dados que comprovem que instituições de ensino superior não estão considerando raça nos processos de admissão.A liminar do juiz F. Dennis Saylor IV, do Tribunal Distrital dos EUA em Boston, foi concedida na sexta-feira (3) em uma ação proposta no mês passado por um grupo de 17 procuradores-gerais estaduais democratas. A decisão se aplicará apenas às universidades públicas nos Estados autores da ação.O juiz afirmou que o governo federal provavelmente tem autoridade para coletar os dados, mas que a exigência foi apresentada às universidades de maneira “apressada e caótica”. Trump ordenou a coleta de dados em agosto.Leia também: Trump exige que universidades assinem “acordo ideológico” para garantir recursosLeia também: Guarda Revolucionária do Irã ameaça universidades ligadas aos EUA no Oriente MédioEm 2023, a Suprema Corte decidiu contra o uso de ação afirmativa nas admissões, mas afirmou que as faculdades ainda podem considerar como a raça moldou a vida dos estudantes se os candidatos compartilharem essa informação em suas redações de candidatura.Os Estados argumentam que a coleta de dados corre o risco de invadir a privacidade dos estudantes e de levar a investigações infundadas sobre faculdades e universidades. Eles também afirmaram que as universidades não receberam tempo suficiente para coletar os dados.O Departamento de Educação defendeu a iniciativa, argumentando que os contribuintes têm direito à transparência sobre como o dinheiro é gasto em instituições que recebem financiamento federal.*Fonte: Associated Press.The post Juiz dos EUA barra regra exigindo provas de que faculdades não usam ações afirmativas appeared first on InfoMoney.
