Em uma sessão sem a referência dos Treasuries, as taxas dos DIs fecharam a segunda-feira em baixa, com investidores operando com foco nos próximos encontros do Copom e monitorando a disputa geopolítica envolvendo a Groenlândia.No fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 13,13%, em baixa de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,204% da sessão anterior. A taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 13,71%, com recuo de 2pontos-base ante o ajuste de 13,729%.Leia tambémIbovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa oscila com baixa de VALE3 e altas de bancos e PETR4No feriado, futuros nos EUA recuam em meio a novas ameaças tarifárias de TrumpMaster: FGC alerta para erro de biometria e diz que 377 mil já aguardam pagamentoSegundo o fundo, 569 mil pedidos já foram registrados, mas vários foram recusados por falha na identificação do documentoO feriado do Dia de Martin Luther King manteve o mercado de títulos dos EUA fechado nesta segunda-feira, o que reduziu a liquidez ao redor do mundo.No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de aplicar novas tarifas comerciais sobre produtos de oito países europeus, até que os norte-americanos tenham permissão para comprar a Groenlândia, hoje ligada à Dinamarca.No domingo, embaixadores da União Europeia disseram que preparam medidas de retaliação aos EUA.Os atritos entre EUA e Europa pressionaram os ativos de risco ao redor do mundo, como as ações na Europa, mas no Brasil as taxas dos DIs cederam, em especial entre os contratos curtos.“Eu separo a curva de juros em dois ‘mundos’: o mundo até 2028 e o de depois de 2035. E no mundo até 2028 existe a possibilidade real de a taxa Selic cair 25 pontos-base em março, com o mercado arbitrando que os cortes podem ser maiores a partir daí”, disse Rodrigo Marques de Almeida, sócio e economista-chefe da Nest Asset Management.Com a ausência de catalisadores nesta segunda-feira, as taxas curtas caíram, conforme Almeida, em meio à expectativa pela reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC no fim de janeiro.“Já as taxas de 2035 para frente reagem à disputa eleitoral, que está na geladeira. A última notícia foi a entrada do (senador) Flávio Bolsonaro na disputa”, acrescentou Almeida.Em entrevista ao portal UOL no fim da manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que iniciou uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre seu papel nas eleições de 2026, mas que os dois ainda não chegaram a um consenso.Haddad também afirmou que o governo discute a ampliação do poder de fiscalização do Banco Central sobre os fundos, incorporando atribuições que hoje são da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e criticou o ex-presidente do BC Roberto Campos Neto. Segundo ele, o atual comandante da autarquia, Gabriel Galípolo, herdou problemas como a fraude no Banco Master.Os comentários de Haddad pouco influenciaram os negócios.Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a projeção mediana dos economistas do mercado para a inflação em 2026 passou de 4,05% para 4,02% e em 2027 seguiu em 3,80%. A taxa básica Selic para o fim deste ano permaneceu em 12,25%.Já a projeção para o resultado primário seguiu apontando déficit de 0,53% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. No caso de 2027, a projeção de déficit cedeu de 0,34% para 0,30% do PIB.The post Juros futuros caem sem Treasuries e com mercado de olho no Copom appeared first on InfoMoney.
