Lula articula França vice de Haddad em SP, mas PSB quer ex-ministro para o Senado

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O presidente Lula externou a aliados a preferência por contar com Márcio França (PSB) como candidato a vice na chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O PSB, no entanto, insiste por ora na possibilidade de o ex-ministro concorrer ao Senado, mantendo a situação indefinida. Haddad já demonstrou contrariedade com o impasse e espera resolver a equação nos próximos dias.A informação foi revelada pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e confirmada pelo GLOBO com figuras que participam da articulação política.Leia tambémAnálise: desgaste do caso Master pode acompanhar Flávio até a eleição de 2026Analistas ouvidos pelo InfoMoney avaliam queda de Flávio nas pesquisas e possível impacto após envolvimento do senador com Donald TrumpReal Time Big Data: Lula vence Flávio, mas empata com Caiado e Zema no 2º turnoPesquisa mostra presidente competitivo contra adversários da direita, mas vantagem desaparece em cenários com governadores de Goiás e Minas GeraisNa semana passada, durante reunião da executiva nacional, o partido estabeleceu a candidatura de França como uma prioridade, ao lado de Simone Tebet (PSB). Foi uma maneira de se posicionar pela segunda vaga do grupo ao Senado, no momento em que a Federação PSOL-Rede procura outras siglas para ampliar a rede de apoio a Marina Silva (Rede). A posição foi levada a Lula.Dias antes, o petista havia cumprido duas agendas na capital paulista ao lado de Tebet e Silva, ocasião em que instou o público formado por motoboys e sindicalistas a “um dia, dar voto para as duas”. A declaração foi lida pela campanha da ambientalista como um “gesto político forte” em favor da composição, enquanto interlocutores de França atenuaram o episódio.Ao menos desde o fim de abril, Haddad tem conversado com o trio de ex-ministros do governo Lula sobre os rumos eleitorais. O petista tem como meta definir a chapa estadual até o começo de junho, antes da apresentação do plano de governo, prevista para o mês seguinte. Ele entende que o ideal seria ter apenas dois candidatos, de modo a não pulverizar os votos e garantir a coligação.— Temos avançado no cronograma e queremos finalizar essa discussão até, no máximo, a primeira semana do mês — relatou a ex-ministra Marina Silva, na sexta-feira (29). — As discussões estão se afunilando. Vamos chegar a esse resultado a partir do diálogo dentro da nossa frente, considerando a contribuição de cada partido.O debate sobre o encaminhamento ao Senado passa tanto pelas perspectivas de vitória quanto pelo nível que cada candidatura agrega eleitoralmente a Haddad e Lula, considerando que o posto de vice não traz visibilidade equivalente. Além disso, o apelo da vaga é reduzido pelas perspectivas de vitória do PT contra o governador atual, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o que seria inédito.Dos lados de Marina Silva, aliados defendem mais pluralidade na chapa ao Senado e mencionam resultados de pesquisas em que ela aparece à frente, mas também com rejeição mais elevada. França tem como plataforma um perfil mais de centro e enraizado com o meio político paulista, sobretudo no interior, entretanto, a derrota para o senador Marcos Pontes (PL) na eleição passada pesa contra.The post Lula articula França vice de Haddad em SP, mas PSB quer ex-ministro para o Senado appeared first on InfoMoney.

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