A Magazine Luiza (MGLU3) apresentou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 na noite desta quinta-feira (7). A companhia teve prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões, revertendo lucro de R$ 11,2 milhões observado no mesmo período do ano passado. As vendas totais da companhia ficaram em R$ 15,1 bilhões, com recuo de 5,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Já o lucro antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 717,6 milhões, com queda de 5,4% contra o 1T25. Leia mais:Confira o calendário de resultados do 1º trimestre de 2026 da Bolsa brasileiraTemporada de balanços do 1T26 em destaque: veja ações e setores para ficar de olhoSem ajustes, o prejuízo líquido foi de R$ 55,2 milhões, revertendo lucro observado no ano passado em R$ 12,8 milhões. A administração cita o patamar elevado de juros com um dos principais motivos da queda apresentada. “Estamos, acima de tudo, tentando preservar nossas margens e tendo uma consistente disciplina financeira para não participar de irracionalidades no mercado, principalmente no mercado online”, afirma Lucas Ozório, gerente de Relações com Investidores do Magazine Luiza, em entrevista ao InfoMoney. A receita líquida nos primeiros três meses do ano somou R$9,2 bilhões, valor 2% menor que o faturamento registrado um ano antes.Por sua vez, as vendas totais, incluindo lojas físicas, e-commerce com estoque próprio e marketplace totalizaram R$15,2 bilhões, o que representa uma queda de 5,6% em relação ao ano anterior.“A competição no online, principalmente no 3p, está bastante acirrada, foi bastante acirrada nesse primeiro trimestre, principalmente devido aos tickets baixos que são vendidos irracionalmente por outras plataformas. Outras plataformas estão dando, por exemplo, frete grátis a partir de 50 reais”, diz. Em relação às vendas, a varejista destacou o desempenho das lojas físicas da rede, que tiveram crescimento de 7%, enquanto as vendas de comércio eletrônico caíram 11% e do marketplace recuaram 14,3%. Para Ozório, o desempenho das lojas físicas mostram que a estratégia de expansão da frente, com início previsto neste ano, pode mostrar-se acertada.“Isso quer dizer que a gente está ganhando um forte market share nesse mercado, principalmente porque as lojas estão reformadas, estão bonitas, estão super bem abastecidas e estão em localizações diferentes”, afirma, citando como exemplo a Galeria Magalu, inaugurada no fim do ano passado. Longe de ser substituta do e-commerce, a intenção é que a loja física seja integrada à estratégia multicanal da varejista. A ideia é que o cliente possa integrar suas comprar, trocas e retiradas de compras realizadas online. Por isso, segundo o diretor de RI, houve crescimento de 7% no trimestre. Ozório destaca também que a sazonalidade, que afeta fortemente o primeiro trimestre do ano, tradicionalmente não se apresenta nos outros trimestres, o que pode oferecer perspectivas melhores para os números. No momento, a Magalu mira no aumento de consumo esperado (e já visto em outras ocasiões) causado pela Copa. A expectativa é que o evento aumente a venda de televisores, mas não somente, com alta também em itens domésticos como churrasqueiras e frigobares. (com Reuters) The post Magalu (MGLU3) reverte lucro e tem prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 mi no 1T appeared first on InfoMoney.
