A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou a primeira morte por hantavirose em 2026. Trata-se do primeiro óbito pela doença confirmado neste ano no País.O caso evoluiu para óbito em fevereiro e envolvia um homem de 46 anos, morador da cidade de Carmo do Paranaíba, que tinha histórico de contato com roedores silvestres em uma lavoura.Leia tambémComo é a operação de evacuação do MV Hondius, cruzeiro ligado a surto de hantavírus?Últimos ocupantes deixarão navio nesta segunda-feira em voo para a Holanda; operação mobiliza isolamento, voos especiais e monitoramento internacionalDuas pessoas testam positivo para hantavírus após evacuação de passageiros em navioAutoridades de saúde identificam infectados da França e dos EUA após surto no MV Hondius; operação em Tenerife entra na fase final para repatriar passageiros restantes após três óbitosSegundo a pasta, o caso é isolado e sem relação com outros registros da doença. A secretaria também reafirmou que a cepa identificada no Brasil não é a Andes – variante capaz de ser transmitida entre pessoas e associada ao surto registrado no navio MV Hondius, no qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou sete casos.“A SES-MG também esclarece que um segundo registro atribuído ao Estado não foi confirmado. A Secretaria já solicitou ao Ministério da Saúde a correção da informação nos sistemas oficiais”, informou a pasta em nota enviada ao Pulsa.Em 2025, Minas Gerais registrou quatro casos confirmados de hantavirose, com dois óbitos. Em 2024, foram sete casos e quatro mortes, segundo a pasta.Em todo o País, foram confirmados 35 casos e 15 óbitos em 2025, de acordo com o Ministério da Saúde. Neste ano, até 27 de abril, o Brasil somava sete casos confirmados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais.ParanáNo Paraná, foram confirmados dois registros da doença em 2026. Um deles ocorreu na cidade de Pérola d’Oeste, envolvendo um homem de 34 anos diagnosticado em abril. O outro foi em Ponta Grossa, em uma mulher de 28 anos, com confirmação em fevereiro. Além disso, outros 11 casos seguem em investigação no Estado.A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informou que os casos registrados no Estado também envolvem variantes do hantavírus que não têm qualquer relação com o surto do navio e reiterou que não há circulação da cepa Andes no Paraná.O órgão afirmou que mantém monitoramento permanente da circulação do vírus, incluindo vigilância ativa de roedores silvestres em áreas rurais onde há confirmação de casos humanos, e que a doença segue sob controle no Estado.O que é hantavirose?A hantavirose é uma doença transmitida principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados com hantavírus.Ela foi identificada pela primeira vez no Brasil em 1993. Desde então, o País registrou 2.412 casos, frequentemente associados a atividades agrícolas e ao contato com ambientes infestados por roedores, e 926 mortes.Atualmente, existem ao menos nove variantes do vírus em circulação no Brasil, mas nenhuma delas apresenta transmissão entre pessoas.A doença se manifesta principalmente na forma da síndrome cardiopulmonar por hantavírus. Os sintomas incluem febre, dores no corpo, dor de cabeça, dor lombar e abdominal. Em casos mais graves, podem surgir falta de ar, respiração acelerada, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos e tosse seca.Não existe tratamento específico, e o atendimento é baseado em medidas de suporte, de acordo com a gravidade do quadro clínico.CuidadosComo medidas de segurança contra a doença, as autoridades de saúde recomendam:armazenar alimentos em recipientes fechados e protegidos de roedores;conservar terrenos limpos, evitando acúmulo de lixo;realizar o descarte correto de entulho;não deixar ração animal exposta;manter plantações afastadas das residências.The post Minas Gerais confirma primeira morte por hantavírus em 2026 appeared first on InfoMoney.
