Mineradora canadense Sherritt encerra joint venture em Cuba após novas sanções

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A mineradora canadense Sherritt, especializada em níquel e cobalto, suspendeu sua participação direta numa joint venture que mantinha em Cuba. A decisão foi tomada pouco antes de o Departamento de Estado dos EUA ter detalhado nesta quinta-feira as novas sanções contra empresas e pessoas do país caribenho. A companhia informou que já solicitou por carta que os ex-parceiros em Cuba repatriem seus funcionários para o Canadá.Os EUA comunicaram nesta tarde que estão sancionando, além da joint venture Moa Nickel S.A (MNSA) — por operar ou ter operado no setor de metais e mineração da economia cubana –, o Grupo de Administración Empresarial (GAESA) e Ania Guillermina Lastres Moreira, executiva da GAESA.Leia também: Cuba critica ameaças “perigosas” dos EUA de ação militar contra a ilhaSegundo o Departamento, essas sanções fazem parte da “campanha abrangente da administração Trump para enfrentar as graves ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista de Cuba e responsabilizar o regime e aqueles que lhe fornecem apoio material ou financeiro”.A nota continua dizendo que, “a apenas 90 milhas do território continental americano, o regime cubano levou a ilha à ruína e a leiloou como plataforma para operações de inteligência, militares e de terror estrangeiras”.ParceriaEm suas últimas demonstrações financeiras, a Sherritt informou que a Moa é uma joint venture verticalmente integrada que minera, processa e refina níquel e cobalto para venda em todo o mundo — exceto nos Estados Unidos.A joint venture possui uma mina de minério laterítico a céu aberto e uma planta de processamento em Moa, Cuba, onde o minério é processado em transformado em misto de sulfeto (“MSP”) contendo níquel e cobalto. O MSP é transportado para a refinaria da joint venture em Alberta, Canadá.Os produtos de níquel e cobalto resultantes são vendidos para vários mercados, principalmente na Europa e na Ásia. As instalações de refino em Fort Saskatchewan têm uma capacidade de produção anual combinada de aproximadamente 38.200 toneladas.Segundo a empresa canadense, não há impacto imediato nas operações da companhia em Fort Saskatchewan. “A refinaria continua produzindo níquel e cobalto acabados para venda. O estoque de ração disponível para essa produção deve durar até aproximadamente meados de junho”.Ainda de acordo com a Sherritt, Brian Imrie, Richard Moat e Brett Richards renunciaram ao conselho de administração da corporação com efeito imediato.Leia também: Crise de combustível em Cuba paralisará as operações de níquel e cobalto de canadenseNa nota oficial do Departamento de Estado dos EUA, é citado que a GAESA é um conglomerado controlado pelos militares cubanos, e “é o coração do sistema comunista cleptocrático de Cuba”.Controlando cerca de 40% ou mais da economia da ilha, a GAESA está envolvida em vários setores da economia cubana e foi estruturada para gerar renda não para o povo cubano, mas apenas para o benefício de suas elites corruptas. “De acordo com estimativas públicas recentes, as receitas da GAESA provavelmente são mais de três vezes o orçamento do Estado, e a GAESA provavelmente controla até 20 bilhões de dólares em ativos ilícitos”, diz o comunicado.Sobre a MNSA, uma joint venture entre a Sherritt International Corporation e a estatal cubana La Compañia General de Níquel, é dito que a empresa explorou os recursos naturais de Cuba “para beneficiar o regime às custas do povo cubano”. “Ela obtém lucro a partir de ativos que foram originalmente expropriados pelo regime cubano de pessoas físicas e jurídicas norte-americanas”.O comunicado das sanções adverte que pessoas estrangeiras que se envolvam em transações com pessoas designadas nos termos da Ordem Executiva – ou que operem nos setores de energia, defesa e material relacionado, metais e mineração, serviços financeiros ou segurança da economia cubana, conforme identificado na mesma Ordem – também correm risco de sofrer sanções.“Pessoas que não sejam dos EUA, incluindo instituições financeiras estrangeiras, devem proceder com cautela em qualquer tipo de vínculo comercial com uma parte sancionada sob essa autoridade. Ações para devolver ativos a uma parte sancionada ou transferi‑los para outra jurisdição com potencial uso pelo alvo podem expor pessoas não norte‑americanas a um risco significativo de sanções.”The post Mineradora canadense Sherritt encerra joint venture em Cuba após novas sanções appeared first on InfoMoney.

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