Ministro da Fazenda quer ‘apertar’ o arcabouço fiscal para ajudar política monetária

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal irá seguir “apertando o arcabouço fiscal”. Segundo ele, essa é uma forma de ajudar o Banco Central na política juros.– Vamos seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal. É trabalho do ministro da Fazenda colaborar com a política monetária, fazendo o seu papel do lado da política fiscal – disse o ministro, em entrevista à GloboNews.Leia também“Não é governo que gasta, é a guerra no Irã que aumenta o preço”, diz Dario DuriganMinistro da Fazenda ainda disse que Brasil está longe de crise fiscalMinistério do Trabalho notifica mais de 100 empresas por desvios no uso do PATFiscalização buscou verificar se operações realizadas por empresas respeitavam os limites estabelecidos pela legislaçãoComo O GLOBO mostrou, Durigan, tem intensificado as reuniões com o mercado financeiro, economistas e formadores de opinião e reforçado as sinalizações de que o governo pretende ter maior contenção fiscal, em caso de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Escolhido pelo Palácio do Planalto para ser o interlocutor econômico da campanha à reeleição de Lula, Durigan tem rebatido, em alguns encontros, a tese de que o país está à beira de um colapso fiscal, mas reconhece a necessidade de adoção de medidas para controlar, sobretudo, o crescimento das despesas obrigatórias.Nas primeiras reuniões com investidores, o ministro da Fazenda indicou a intenção de reduzir o limite de aumento anual de despesas do arcabouço fiscal, atualmente em 2,5%, para algo próximo de 1,5% – sempre acima da inflação.InflaçãoMais cedo, Durigan afirmou que a alta de preços no país que preocupa o Banco Central deriva dos impactos da guerra no Oriente Médio, não só da política fiscal praticada pelo governo federal. Segundo ele, o conflito tem um efeito direto sobre os preços de combustíveis, mas também restringe a produção de fertilizantes no mundo, criando um problema de abastecimento, inclusive para o produtor agrícola brasileiro.— Quando o Banco Central brasileiro diz que está preocupado com o preço, com inflação, não é só com fiscal, não é só com a condução fiscal do país, é com guerra no mundo. Porque não é só o Banco Central brasileiro, os bancos centrais do mundo todo olham para a guerra, veem o impacto de preço de oferta e falam, opa, eu vou precisar aumentar os juros para a inflação ter certo controle — disse, em entrevista à Rádio Metrópole Salvador, acrescentando:— Então minha pergunta é: não é o governo que gasta, é a guerra feita pelo governo dos Estados Unidos no Irã, apoiada pelo bolsonarismo, que está trazendo aumento de preço no país.O BC usa a taxa básica de juros (Selic) para controlar a inflação e colocá-la na meta, hoje de 3% ao ano. Em sua última ata, o Comitê de Política Monetária (Copom) disse que a inflação ainda está pressionada pela demanda, ou seja, pela economia aquecida. É isso que explica, na visão do BC, a necessidade de manter os juros bastante elevados, atualmente em 14%.O BC também já registrou preocupação com as políticas do governo que estimulam o consumo. Quanto à guerra, o Copom afirmou que precisa monitorar se os impactos imediatos sobre os preços, como combustíveis, vão se disseminar para outros itens.The post Ministro da Fazenda quer ‘apertar’ o arcabouço fiscal para ajudar política monetária appeared first on InfoMoney.

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