O ministro Alexandre de Moraes votou nesta quinta-feira para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro preso na Papudinha e negar a prisão domiciliar. O pedido da defesa está sendo analisado em sessão virtual na Primeira Turma, em uma votação que se encerra na noite desta própria quinta.A domiciliar já havia sido negada em decisão monocrática de Moraes, que levou o caso para a análise do colegiado. No despacho, o magistrado ressaltou a “total adequação” da Papudinha, onde Bolsonaro está custodiado, às necessidades médicas do ex-presidente. “Condições plenamente satisfatórias do cumprimento da pena”, anotou.Leia tambémLulinha pede a Dino que suspenda quebra de sigilo decretado pela CPMI do INSSPedido ocorre após ministro anular a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, também investigada e próxima ao filho do presidenteMoraes chegou a citar a “grande quantidade de visitas” de deputados, senadores, governadores e figuras públicas que Bolsonaro recebe como um comprovante da “intensa atividade política” do ex-presidente, ainda que preso. Na visão do ministro, tal rotina corrobora atestados da “boa condição de saúde física e mental” do ex-mandatário.Em outro trecho da decisão, o ministro do STF salientou que o ex-presidente teve direito a 144 atendimentos médicos, uma média de três consultas diárias, no período em que está preso na Papudinha. Nesse mesmo intervalo de tempo, o ex-chefe do Executivo recebeu 36 visitas de terceiros, fez 33 sessões de caminhada e recebeu seus advogados por 29 vezes.Segundo Moraes, as informações mostram que a custódia do ex-presidente se dá “em absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana”, vez que Bolsonaro tem atendimento médico contínuo e permanente, faz sessões de fisioterapia e atividades físicas, tem integral assistência religiosa, além de visitas permanentes da esposa, filhos, filha e enteada, fora “numerosas visitas” de advogados e terceiros.The post Moraes vota para manter Bolsonaro preso na Papudinha e nega domiciliar appeared first on InfoMoney.
