Muitas vezes, as pessoas até sabem quanto gostariam de guardar, têm metas e conhecem ferramentas de organização financeira para fazer o plano funcionar. Ainda assim, o mês começa, vai passando, e quando termina o dinheiro simplesmente não fica na conta.
Isso acontece porque guardar dinheiro é algo que se dá ao longo do mês, em vários momentos pequenos, e não depende de uma decisão única.
Muita gente responde que guarda dinheiro “no fim do mês”. Depois de pagar as contas, vê o que sobrou e, quando dá, separa alguma coisa. O problema é que esse momento já chega pressionado, e o mais grave: sem o mesmo compromisso dos boletos do mês, diz a planejadora financeira Rafaela de Sá.
“Quando você deixa para depois a decisão de guardar dinheiro, a escolha passa a disputar com tudo o que já aconteceu no mês”, observa a especialista.
Por outro lado, quando se consegue antecipar essa decisão e parar de reagir ao que sobra, o cenário muda: o dinheiro passa a ter um destino certo antes de se diluir nos gastos mensais.
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O que está por trás das escolhas financeiras
A forma como você lida com o dinheiro ao longo do mês é muito mais importante do que qualquer estratégia isolada. Isso pode parecer óbvio, mas não é o que se costuma ver na prática, observa Rafaela.
“A construção de patrimônio está muito mais ligada à disciplina financeira do que ao número inicial das reservas”, afirma
Também entra aqui a falta de antecipação. Quando você define uma meta, mas não traduz isso em valores mensais e prazos concretos, o plano perde força.
“Se a meta for R$ 100 mil em cinco anos, será preciso reservar cerca de R$ 1.700 por mês, sem considerar os rendimentos dos investimentos”, explica a planejadora.
Outro ponto que costuma enfraquecer o planejamento é não levar em conta tudo o que aparece no cálculo principal. No caso de metas maiores, como a compra de um imóvel, entram despesas como entrada, escritura, cartório, ITBI, mudança e até ajustes no novo padrão de gastos. Quando esses valores não entram na conta desde o início, o objetivo fica mais distante ao longo do tempo, e a frustração com a demora pode comprometer a continuidade do plano.
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