A construção de um novo prédio residencial no Leblon reacendeu uma antiga tensão entre o avanço do mercado imobiliário e a resistência dos moradores à transformação de um dos bairros mais tradicionais do Rio. O edifício Guilhem, da construtora Mozak, está no centro da polêmica: o projeto prevê 115 apartamentos compactos, de até 77 m², e é alvo de uma notícia-crime protocolada no Ministério Público por advogados que questionam a legalidade da obra. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.Leia tambémJoão Fonseca vence Munar e vai à final do ATP 500 da BasileiaBrasileiro de 19 anos alcança sua segunda decisão da temporada e confirma boa fase em quadras rápidasO colapso invisível de Napoleão: DNA revela que doenças mataram mais que a guerraEstudo mostra que tropas enfrentaram surtos simultâneos de infecções bacterianas durante invasão à Rússia; descoberta amplia compreensão sobre colapso militar de NapoleãoO documento apresentado por advogados alega que o empreendimento teria sido iniciado sem a aprovação formal de órgãos públicos e sem o registro do memorial de incorporação em cartório. O caso, ainda em análise, pode se tornar símbolo de uma disputa mais ampla sobre os rumos da verticalização e do adensamento em áreas de alto padrão.Um bairro divididoEntre os moradores, o sentimento é de apreensão. Em ruas próximas ao canteiro de obras, cartazes estampam frases como “Leblon pede socorro” e “Querem destruir o Leblon”. Para muitos, os novos empreendimentos com unidades menores, tendência que vem ganhando força em bairros nobres, ameaçam a identidade histórica e familiar da região.Do outro lado, incorporadoras e investidores defendem que o modelo representa modernização e inclusão, permitindo o acesso de novos perfis de moradores a áreas antes restritas a imóveis de alto custo.Contraponto da construtoraProcurada pelo jornal, a Mozak afirma que a obra segue todas as normas legais e que as críticas revelam preconceito social contra a chegada de um novo público ao bairro.“Alguns moradores têm se mobilizado contra o empreendimento com base em argumentos discriminatórios. A empresa lamenta que uma iniciativa que segue a legislação e valoriza a cidade esteja sendo alvo de ataques motivados por preconceito social e desinformação”, diz trecho de nota da construtora.Novo Rio imobiliárioO conflito no Leblon reflete um movimento mais amplo que atravessa o mercado carioca: a expansão dos chamados prédios compactos, com empreendimentos de alto padrão, mas de unidades menores, voltados para investidores e jovens profissionais.Nos últimos anos, esse modelo se espalhou por zonas como Ipanema, Lagoa e Jardim Botânico, impulsionado pela alta do metro quadrado e pela demanda por imóveis com serviços, tecnologia e localização privilegiada. A resistência, no entanto, segue forte entre moradores que associam o movimento à perda do caráter comunitário e residencial desses bairros.The post Obra no Leblon acende disputa entre construtora e moradores por novo perfil do bairro appeared first on InfoMoney.
